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Avançamos na aliança estratégica com a Total com a assinatura de novos acordos

21.Dez.2016

total-parente.jpgAssinamos hoje com a empresa francesa Total um acordo geral de colaboração (Master Agreement) relacionado à parceria estratégica estabelecida no memorando de entendimentos firmado, em 24 de outubro, pelo nosso presidente Pedro Parente e o da Total, Patrick Pouyanné.

Com o novo acordo, elevamos substancialmente o nível de cooperação tecnológica nas áreas de geociências, sistemas submarinos e estudos conjuntos em áreas de mútuo interesse, com vistas à redução de riscos dos investimentos e aumento da probabilidade de sucesso exploratório nos próximos anos. Também seremos parceiras nos campos de Iara e Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos e em duas usinas térmicas,com compartilhamento de infraestrutura do terminal de regaseificação, localizados na Bahia.

Nos comprometemos também a aprofundar suas atividades conjuntas no exterior e temos a opção de assumir uma participação na área de Perdido Foldbelt, no setor mexicano do Golfo do México.

A transação tem o valor global estimado de US$ 2,2 bilhões, incluindo entrada de caixa à vista, pagamentos contingentes e um carrego de investimentos no desenvolvimento da produção de ativos comuns às duas empresas, a ser pago pela conforme o caso.

coletiva-total.jpg"No caso desta parceria, o principal driver é o aspecto estratégico dessa decisão. Isso é relevante porque as duas empresas têm capacidade de desenvolver estudos para reduzir os riscos exploratórios e para melhorar o desempenho desses campos que vamos trabalhar juntos”, afirmou nosso presidente, Pedro Parente.

A assinatura dos principais contratos de compra e venda (Sale and Purchase Agreements - SPA) referentes aos ativos deste acordo estão sujeitos às aprovações internas e dos órgãos de controle e fiscalizadores externos - incluindo o Tribunal de Contas da União - ao potencial direito de preferência dos atuais parceiros de Iara, além de outras condições precedentes. As duas empresas têm o compromisso de realizar os esforços necessários para a assinatura de todos os contratos em até 60 dias.

A realização de parcerias estratégicas é uma parte importante do nosso Plano de Negócios e Gestão 2017-2021, pois contribui para mitigação dos riscos, fortalecimento da governança corporativa, compartilhamento de informações, experiências e tecnologias além de melhoria na financiabilidade da companhia através da entrada de caixa e desoneração dos investimentos.

Temos forte similaridade com a Total na área de exploração e produção, compartilhando uma relevante base comum de ativos de E&P e a busca de desenvolvimento tecnológico em temas similares.

Já somos parceiras em 19 consórcios de exploração e produção no Brasil e no exterior, com projetos importantes como a área de Libra, na camada pré-sal, sendo o primeiro projeto de partilha de produção, e áreas de exploração na Margem Equatorial, na Bacia do Espírito Santo e na Bacia de Pelotas. Além disso, somos sócias no gasoduto Bolívia-Brasil.

Os principais termos e condições estabelecidos no acordo são:

-  cessão de direitos de 22,5% para a Total, na área da concessão de Iara (campos de Sururu, Berbigão e Oeste de Atapu) no Bloco BM-S-11. Continuaremos como operadora e a detentora da maior participação dessa área, com 42,5% do total;

-  cessão de direitos de 35% do campo de Lapa no Bloco BM-S-9 com a transferência da operação para Total. Ficaremos com 10% de participação nesta concessão;

-  opção de assumirmos 20% de participação no bloco 2 da área de Perdido Foldbelt no setor mexicano do Golfo do México, adquiridos pela Total em parceria com a Exxon, na rodada de licenciamento promovida pelo governo do México, em 05/12/2016;

-  compartilhamento do uso do terminal de regaseificação da Bahia, com capacidade de 14 milhões de m³/dia;

-  parceria, com 50% de participação da Total, nas térmicas Rômulo de Almeida e Celso Furtado, localizadas na Bahia, com capacidade de geração de 322 MW de energia;

-  estudos conjuntos nas áreas exploratórias da Margem Equatorial e na área sul da Bacia de Santos, aproveitando a sinergia existente entre as duas companhias, já que cada uma detém destacado conhecimento geológico nas bacias petrolíferas situadas nas duas margens do Atlântico;

-  acordo de parceria tecnológica nas áreas de processamento geológico e sistemas de produção submarinos, onde as empresas detêm conhecimentos complementares e que podem potencializar os ganhos da aplicação de novas tecnologias nas áreas em parceria.

Abaixo, informações relacionadas às concessões estabelecidas no acordo:

Concessões em Exploração & Produção (E&P)



Na concessão de Iara, detemos 65% e somos a operadora. A Shell, com 25%, e Galp, com 10%, são parceiras nessa área, que faz parte do Bloco BM-S-11. Os reservatórios nesta concessão são de maior complexidade e encontram-se em fase de desenvolvimento da produção. A parceria com a Total trará como benefícios a desoneração de investimentos e a incorporação de soluções tecnológicas para o seu desenvolvimento, maximizando a rentabilidade e o volume de óleo a ser recuperado.

Os limites deste consórcio estendem-se para a área denominada Entorno de Iara, da cessão onerosa, na qual detemos 100% de participação. Os campos de Berbigão, Sururu e Oeste de Atapu deverão celebrar Acordos de Individualização da Produção (unitização) com esta área da cessão onerosa.

No campo de Lapa, detemos 45% e somos a operadora. A Shell, com 30% e a Repsol, com 25% são parceiros nesse campo, que faz parte do Bloco BM-S-9. O desenvolvimento do campo de Lapa encontra-se em fase avançada, com recente entrada em produção, conforme divulgado em 20 de dezembro e apresenta características geológicas e de qualidade do óleo distintas dos demais campos do pré-sal. A Total, como futura operadora deste campo, trará benefícios para o consórcio, ao incorporar sua experiência e conhecimento na continuidade de seu plano de desenvolvimento.

As parcerias tecnológicas para as áreas de Iara e Lapa irão desenvolver e aplicar, de forma pioneira no Brasil, algumas tecnologias submarinas. O esforço para reduzir os riscos e aumentar a probabilidade e sucesso da atividade de exploração irá contar com aplicação de sísmica 4D no contexto de reservatórios carbonáticos, com estudos específicos sobre a migração de CO2 e estudos geomecânicos, além de desenvolvimento de uma metodologia para construção de modelos de suporte à decisão de investimentos. Conheça as tecnologias pioneiras do pré-sal.

Concessões de Gás & Energia (G&E)

gasoduto_300.jpgNa área de G&E, estamos formando com a Total uma parceria inovadora no mercado térmico brasileiro. Essa iniciativa está alinhada às nossas estratégias para o segmento de gás e de energia no PNG 2017-2021, que prevê a reestruturação dos negócios de energia e maximização da geração de valor da cadeia de  gás, e também a evolução regulatória, que vem sendo discutida pelas autoridades federais, prevendo o aprimoramento das regras de contratação e acesso à malha de gasodutos e terminais de regaseificação de GNL.

A  parceria com a Total inclui duas usinas térmicas (Rômulo Almeida e Celso Furtado), ligadas ao terminal de regaseificação localizado em São Francisco do Conde, na Bahia.

Fatos julgados relevantes serão oportunamente divulgados à nossa força de trabalho, ao mercado e à imprensa.

Leia mais sobre nossas parcerias:

Nossos executivos falam da importância das parcerias na área de exploração e produção

Parceria com a Galp fortalece atividades de exploração, desenvolvimento e produção

Ampliamos parcerias com a Statoil

*Crédito das fotos: Flávio Emanuel / Banco de Imagens Petrobras

Postado em: [Institucional, Atividades]

2 comentários

Agastor

26.De.2016

Entregando as riquezas do Brasil Colônia para os Impérios europeus, qua qua rs rs rsrs?

FELIPE

21.De.2016

Então, ao que parece, o futuro da Petrobras é se transformar numa prestadora de serviços para as multinacionais. claro que estão fazendo isso aos poucos, mas é um avanço.fazem aos poucos até para evitar que todos percebam a intenção. nada contra,claro. até porque o futuro será, cada vez mais, baseado no conhecimento. e isso a Petrobras tem de sobra. no entanto, com operações compartilhadas em alguns setores, deve ser questão de tempo até que o Plano de Cargos seja revisto, com a extinção de algumas carreiras de nível médio e superior, principalmente no que tange à logística, suprimentos e comercialização.

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