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Completamos dez anos de produção no pré-sal

04.Set.2018

Passados dez anos desde o início da sua produção, o pré-sal brasileiro chegou à marca de 1,5 milhão de barris de petróleo por dia (bpd) — mais que o Reino Unido ou Omã, no Oriente Médio, cada qual com produção média de 1 milhão de bpd em 2017 — com 21 plataformas em operação. E a expectativa é que o volume produzido no pré-sal aumente progressivamente até 2022, com a entrada em operação de mais 13 plataformas e investimentos da ordem de R$ 35 bilhões. De cada quatro projetos de produção da companhia programados para os próximos anos, três serão instalados nessa camada.

Do primeiro óleo extraído no pré-sal em setembro de 2008 — no campo de Jubarte, na porção capixaba da Bacia de Campos — até o volume de 1,5 milhão de bpd alcançado este ano, experimentamos um salto em nossos resultados naquela camada. Apenas seis anos depois do primeiro óleo, chegamos ao patamar de 500 mil bpd — e, após oito anos, ao primeiro milhão.

Em uma década, a produção acelerada no pré-sal gerou R$ 40 bilhões em participações governamentais — incluindo participações especiais e royalties. E a previsão do Plano de Negócios e Gestão da companhia para o período de 2018 a 2022 é gerar mais R$ 130 bilhões em participações governamentais a partir da produção nessa província. Se, no início do desenvolvimento do pré-sal, havia dúvidas sobre nossa capacidade de tornar possível o trabalho em condições tão extremas — em águas ultraprofundas, a 300 km da costa —, hoje os números comprovam não apenas a viabilidade técnica e econômica do projeto, mas também seu retorno para a sociedade e o elevado potencial de produção futura.

Competência reconhecida

Os 36 poços mais produtivos do país estão localizados no pré-sal. Para se ter ideia, cada poço dessa natureza produz, em média, 27 mil bpd, acima da média da indústria offshore — sendo que, no campo de Sapinhoá, por exemplo, apenas um poço atingiu o recorde de 42 mil bpd. A produção acumulada do pré-sal já chegou a de 2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe).

São dez anos de sucessivos recordes de produção, de indicadores operacionais em constante evolução e de inovações reconhecidas mundialmente. São resultados obtidos graças à dedicação e ao elevado nível de capital intelectual dos nossos profissionais e à colaboração de parceiros, indústria fornecedora e universidades. O pré-sal é hoje uma das áreas produtoras mais competitivas da indústria mundial.

A tecnologia teve papel fundamental nesse processo. As condições peculiares do pré-sal impulsionaram os técnicos da companhia e parceiros a conceber inovações de ponta para desenvolver essa camada. Essas inovações foram reconhecidas mundialmente pelo prêmio da Offshore Technology Conference (OTC), considerado o Oscar da indústria, por nós recebido em 2015.

“Nossos resultados no pré-sal são fruto da evolução do nosso ciclo de aprendizado e da cultura de inovação enraizada na companhia desde a sua criação. E o primeiro marco dessa escalada foi a descoberta do campo de Guaricema, em Sergipe, em águas rasas, há exatamente 50 anos: ali seria o ponto de partida de nossa presença no offshore. A partir dessa descoberta, expandimos nossas operações marítimas até chegarmos à Bacia de Campos, há 40 anos, um autêntico laboratório de inovações a céu aberto, que representou um virada tecnológica sem precedentes para a companhia”, disse a diretora de Exploração e Produção, Solange Guedes.

Avanços na construção de poços
A aceleração da curva de aprendizagem no pré-sal assegurou também uma expressiva redução do tempo de perfuração e construção dos poços, atividade que absorve cerca de 1/3 do volume de investimentos de um projeto de desenvolvimento de produção. A média de tempo utilizado para a construção de um poço marítimo no pré-sal da Bacia de Santos era, em 2010, de aproximadamente 300 dias. Em 2017, esse tempo já havia sido encurtado para cerca de 100 dias, tornando a construção dos poços três vezes mais rápida. Essa economia de tempo, aliada à eficiência nas atividades submarinas, tornou os projetos de investimento mais rentáveis.

Custos reduzidos

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Além disso, o foco na otimização dos custos operacionais e na aceleração da produção, com a alta produtividade dos poços, tem se traduzido num custo médio de extração abaixo de US$ 7 por barril de óleo equivalente. Na indústria de petróleo, acelerar a produção dos projetos é sinônimo de antecipar a recuperação do capital empregado, o que é crucial para a geração de caixa e o resgate da nossa saúde financeira. Quanto mais rápido colocamos nossos poços para produzir, mais acelerado será o retorno financeiro e menores serão os custos unitários envolvidos com a produção.

Postado em: [Tecnologia e Inovação, Institucional, Atividades]