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Plano de Negócios e Gestão prevê investimentos de US$ 130,3 bilhões para período de 2015 a 2019

29.Jun.2015

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Nosso Conselho de Administração aprovou, no dia 26 de junho, o Plano de Negócios e Gestão 2015-2019. O plano prevê investimentos de US$ 130,3 bilhões para o período de 2015 a 2019. A carteira de investimentos prioriza projetos de exploração e produção (E&P) de petróleo no Brasil, com ênfase no pré-sal. Do total, 83% (US$ 108,6 bilhões) serão investidos na área de E&P. Nas demais áreas de negócios, os investimentos destinam-se, basicamente, à manutenção das operações e a projetos relacionados ao escoamento da produção de petróleo e gás natural.

Os investimentos totais serão 37% menores quando comparados ao plano anterior e estão distribuídos conforme a tabela abaixo:

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O plano tem como objetivos fundamentais a redução do nosso endividamento e a geração de valor para os acionistas. A meta é o retorno dos níveis de endividamento ao seguinte enquadramento: alavancagem líquida, medida pela fórmula Endividamento líquido/ (endividamento líquido + patrimônio líquido), inferior a 40% até 2018 e a 35% até 2020, e endividamento líquido/Ebitda (sigla em inglês para resultados antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) inferior a 3 vezes até 2018 e a 2,5 vezes até 2020.

Dentre as premissas consideradas no planejamento financeiro do plano, destacam-se:

•    Preços dos derivados no Brasil com paridade de importação;
•    Preço do Brent (médio): US$ 60/bbl em 2015 e US$ 70/bbl no período 2016-2019;
•    Taxa de câmbio (média): conforme a tabela abaixo.

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O montante de desinvestimentos para o período entre 2015 e 2016 foi revisado para US$ 15,1 bilhões (sendo 30% na área de Exploração e Produção, 30% no Abastecimento e 40% no Gás e Energia). O plano também prevê esforços em reestruturação de negócios, desmobilização de ativos e desinvestimentos adicionais, totalizando US$ 42,6 bilhões entre 2017 e 2018.

Desinvestimentos são comuns entre as grandes empresas de petróleo no mundo. Nos últimos anos, além de fusões e aquisições por parte das companhias privadas de petróleo, empresas asiáticas nacionais (conhecidas como NOCs – national oil companies) e empresas financeiras estão entre as que mais têm realizado aquisições de ativos. 

Dos investimentos da área de E&P, 86% serão alocados para desenvolvimento da produção, 11% para exploração e 3% para suporte operacional. Serão destinados US$ 64,4 bilhões a novos sistemas de produção no Brasil, dos quais 91% para o pré-sal. Na atividade de exploração no país, os investimentos estão concentrados no Programa Exploratório Mínimo de cada bloco.

No Abastecimento, serão investidos US$ 12,8 bilhões, sendo 69% em manutenção e infraestrutura, 11% na conclusão das obras da Refinaria Abreu e Lima e 10% na Distribuição. O montante total inclui investimentos no Comperj para recepção e tratamento de gás, manutenção de equipamentos, dentre outros.

A área de Gás e Energia tem alocados US$ 6,3 bilhões, com destaque para os gasodutos de escoamento do gás do pré-sal e suas respectivas unidades de processamento (UPGNs).

Curva de Produção de Óleo e LGN e Gás Natural

As metas de produção de óleo, LGN (líquido de gás natural) e gás natural no Brasil foram atualizadas, refletindo postergação de projetos de menor maturidade ou atraso na entrega das unidades de produção, principalmente em função de limitações de fornecedores no Brasil.

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Planejamos alcançar uma produção total de óleo e gás (Brasil e internacional) de 3,7 milhões de boed em 2020, ano no qual estima-se que o pré-sal representará 66% da produção total de óleo no Brasil.

A redução dos nossos investimentos segue tendência mundial da indústria de petróleo e gás e está diretamente ligada à redução dos preços de petróleo no mercado mundial. Todas as empresas do setor – majors, empresas nacionais e independentes – têm previsão de reduzir investimentos em todas as áreas, inclusive na área de E&P. A média mundial de diminuição de investimentos no segmento de E&P este ano em relação a 2014 é de 20%.         

O plano prevê a adoção de medidas de otimização e ganhos de produtividade para reduzir os gastos operacionais gerenciáveis (custos e despesas totais, excluindo-se a aquisição de matérias-primas). Ações já identificadas demonstram que esse resultado pode ser alcançado por meio de maior eficiência na gestão de serviços contratados, racionalização das estruturas e reorganização dos negócios, otimização dos custos de pessoal e redução nos dispêndios de suprimento de insumos.

Vale destacar que estamos sujeitos a diversos fatores de risco que podem impactar adversamente nossas projeções de fluxo de caixa, tais como:

• Mudanças de variáveis de mercado, como preço do petróleo e taxa de câmbio;
• Operações de desinvestimentos e outras reestruturações de negócios, sujeitas às condições de mercado vigentes à época das transações;
• Alcance das metas de produção de petróleo e gás natural, em um cenário de dificuldades com fornecedores no Brasil.

Leia a íntegra em nosso site de Relacionamento com Investidor.

Postado em: [Atividades, Institucional]

14 comentários

Genival Carvalho Matos

24.Ou.2016

bom dia. gostaria de saber se tem uma previsão de aumento no combustivel ( Gasolina, Diesel e Etanol ), para 2017?

diney santos

21.No.2015

gostaria de saber quando a transpetro fará novos concursos?

Fatos e Dados

25.No.2015

Olá, Diney,

no momento não temos essa previsão.

Saudações,

a equipe

Ironei Bueno

20.No.2015

Além dos investimentos em empresas e negócios falidos, a empresa como as demais empresas de grande porte no Brasil caiu no conto do vigário. Buscaram investimentos externos, muitos bilhões de dólares. A Petrobras foi mais afoita do que a Vale, Ambas estão e vão pagar muito caro por essa estratégia, visto que os grandes investidores internacionais querem seu dinheiro em dólares e as receitas boa parte é em reais, além disso o preço das commodities tende a baixar a nível insustentável, em razão da oferta maior que a demanda. Obrigam-se a produzir mais e mais para fazer frente as despesas crescentes, (ciclo sem fim). A solução é estagnar essa situação com apoio dos Bancos nacionais (privados, S/A's e Estatal), renegociando essas dividas em dólares por Reais. Os juros que essas Cias iriam e tem capacidade de pagar ficariam no Brasil, os Bancos teriam lucro maior e o Governo Federal arrecadaria mais IR sobre o Lucro, (ciclo positivo). Além disso incentivar o consumo interno.

Paulo Pereira

23.Se.2015

A Lideranca da Petrobras pertece a todos. Neste momento, mais do que nunca se faz necessario um realinhamento estrategico com foco na VISAO da Organizacao. E necessario fazer um filtro contra corrupcao, fazer uma limpeza de dentro para fora. Os valores e principios morais e eticos da empresa devem prevalecer. Em meados de 2006, a Petrobras era avaliada com a 6a maior empresa do mundo. Hoje se compara a centenas de start-ups em valor de mercado. O Executivos da Petrobras tem de se unir pela causa da Recuperacao da Imagem e Valor da Petrobras, de cara limpa e sem interesse pessoal, a nao ser o interece de recuperar o Patrimonio dos Acionistas e Investidores que acreditam na Petrobras.

Ricardo Santos

14.Se.2015

Petrobras tem que reduzir custos , sem festas, sem patrocínios. Negociar contratos absurdos , reduzir preços de commodities e serviços Renegociar dívidas em US $ , como ? Chame os fornecedores que tiveram contratos vantajosos duratnte décadas e peça reduções significativas nos contratos. Não vale aumentar preço de combustível, siga o mercado e façamos planos de contingência para amortizar impactos. Vender ativos , somente em último caso , mesmo assim com prazo determinado e com opção de recompra pela BR.

Ramonia

18.Ag.2015

Espero que os senhores comandantes do conselho de administração da Petrobras não decidam privatiza-la, pois a petrobras é dos brasileiros. Somos muito orgulhosos por termos uma refinaria na nossa cidade a revap.

Matheus Periard

07.Ju.2015

Como investidor tenho visto meus ativos PETR4 decaindo a cada dia mais... para papéis que valiam R$ 40 reais hoje valem 1/4 disso próximo a 10 reais... Este fato ocasionado principalmente pela má administração PRECISA E DEVE ser controlada. Para que não só em questões R$ mas em questão de orgulho da nação que era antes, precisa-se se reestruturar e traçar metas visando o mercado futuro e as tendências de crescimento ou decrescimento, equilibrando suas contas e atraindo novos investidores.

Antônio Carlos Afonso Burgos

07.Ju.2015

Nosso país tem, pela sua história, tradição em exportar comodities. A Petrobras atuou, nos últimos anos, como um meio de iniciarmos a exportação de produtos finais de valor agregado. Dada sua característica social e de fomentadora de desenvolvimento de diversos setores da economia. É importante que as decisões sejam tomadas visando o desenvolvimento global da economia do pais. Os investimentos ocorridos nos últimos 10 anos contribuíram grandemente para fomentar toda a cadeia produtiva brasileira, haja vista todo o desenvolvimento global brasileiro, neste período. Portanto, é imperativo, que todos os olhares estejam voltados de forma intensa para os resultados a médio e longo prazo, para o desenvolvimento industrial, intelectual e social do país. É conveniente que os interesses de lucratividade do capital dos acionistas gerais sejam moderados e de branda anciedade, além de assumirem corresponsabilidade social.

Bahia

04.Ju.2015

Pq não existe nenhuma iniciativa no sentido de ressarcimento dos prejuízos causados pelo acionista majoritário? Afinal ele proibiu repasses de aumento de preços que gerou um prejuízo na ordem de ate 100 bilhões de reais, segundo alguns especialistas Um subsidio sem uma contra partida não pode ficar assim. É necessário que o acionista majoritário faça o ajuste no que fez entre 2010 e 2014. Além disso obrigaram a empresa a investir no Comperj e na RNEST, que não geram fluxo de caixa. Ou seja, grande parte, senão a totalidade dessa divida astronômica, foi culpa do acionista majoritário, que é dono de ativos em petróleo via blocos ainda por licitar. Logo, pq este acionista majoritário não faz o ressarcimento dos prejuízos causados com ativos em forma de blocos de exploração? Repassem os blocos como forma de ressarcimento e deixem a Petrobras fazer os desinvestimentos nestes blocos. Assim não precisamos vender nossos ativos, o que é muito ruim. Vender a BR ou parte não é aceitável.

Pasquale

02.Ju.2015

Parece uma privatização...em prestações. Como acionista,me sinto envergonhado.

Felipe Vargas Zillig

30.Ju.2015

O interesse maior na exploraçao.do Pre Sal e' o dos donos do Pre Sal e da Empresa Estatal Petrobras , o intetesse r importancia Social , Estrategica em Energia e na Economia Progressista e' muito maior que um simples lucro financeiro contabil. E E' PRIORIDADE QUE A DIREÇAO DA PETROBRAS COMPREENDA ISTO.

Felipe Vargas Zillig

30.Ju.2015

Entendo q existe um equivoco , o Pre Sal e' cem por cento nacional ou seja todos os brasileiros.sao os proprietarios , a Petrobras e' estatal , logo a prioridade e objetividade de investimentos sao os interesses destes acionistas e propeitarios , nao dos que buscam lucros financeiros. A Petrobras significa muito mais em termos sociais e estrategicos para a Naçao que algumas notas de.dolar ou simples lucro financeiro , E E' PRIORITARIO QUE A DIREÇAO DA PETROBRAS ENTENDA ISTO

Pasquale

29.Ju.2015

Os empréstimos continuam,os investimentos cairam significativamente,os dividendos nem pensar.

Aline Souza

29.Ju.2015

Muito bom! Torço para que com isso haja muitas novas contratações de pessoas que sonham em contribuir para o crescimento da Petrobras.