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Jack Welch foi a principal atração do segundo dia na HSM 2017

08.Nov.2017

O segundo dia da HSM2017 foi encerrado com a experiência  de Jack Welch, 82 anos, um dos empresários mais admirados mundialmente, diretor da Crotonville Hill, a primeira universidade corporativa do mundo, consultor das mais destacadas empresas internacionais e ex-presidente da GE.  

Um dos feitos mais conhecidos de Welch aconteceu na GE, quando ele  diversificou o negócio e deu maior fluidez aos processos, ganhando mais espaço e evolução. “Na época, colocamos na empresa placas dizendo: detesto a burocracia e os burocratas. Depois executamos a mensagem”, simplificou ele. Na ocasião, vinte cargos de liderança foram eliminados , “porque quanto maior a linha hierárquica, pior é o telefone sem fio”, resumiu. “E os líderes têm que estar próximos do chão de fábrica, ou melhor, no chão de fábrica".
 
“Porque para prosperar a regra do jogo é como a do futebol: basta montar um time com os melhores jogadores”, completou . “Minha experiência mostrou  que  os melhores são aqueles com  maior paixão e vontade de crescer, de realizar, são conhecedores do sabor e das vantagens da vitória.” Como identificá-los? “Conversando individualmente, e não em grupos de 50, acompanhando seu trabalho de perto, incentivando, motivando, colocando tudo em prática”. A relação pessoal , a motivação e o exercício da teoria  na vida como ela é também estão presentes nos alicerces da Crotonville Hill. “Eu dou aula na segunda-feira, os alunos colocam em prática na terça e 60 % deles são promovidos durante o curso”, conta. “O mundo está muito acelerado, o ensino deve ser prático, dinâmico, com informações úteis, instigante”.

Arena Petrobras – Em nossa arena no evento, executivos reconhecidos em suas áreas de atuação estão compartilhando experiências baseadas em temas essenciais para trilhar um caminho baseado na gestão e na inovação.

Rolf Hoenger, presidente da Roche, falou sobre "Propósito como motor da inovação". O suíço ressaltou como uma missão clara pode motivar os funcionários de uma empresa a se engajar em sua evolução. "A nova geração tem uma relação muito forte com os valores, uma urgência em fazer a diferença e não só em ter um emprego" apontou. Hoenger ressaltou essa nova característica como uma vantagem que pode ser aproveitada por todos. "Eu queria ser médico, me formei em economia e entendo que meu trabalho na indústria farmacêutica é sobre salvar vidas e oferecer qualidade de vida". A visão é o alimento da empresa e motiva o orgulho entre seus colaboradores. Quando lhe perguntaram como construir uma missão ou propósito, Hoenger sugeriu seguir a verdade. "Propósito não é algo que se decide em um comitê ou que muda de tempos em tempos. Ouça os seus colaboradores, pergunte a eles".

Os colaboradores ganharam protagonismo nos discursos do dia. Afinal, sem eles não há líderes. Em sua palestra na Arena Petrobras, Luiz Serafim, head marketing da 3M, encerrou sua apresentação, “O poder da inovação”, com a máxima:  “Contrate bons funcionários e deixe-os em paz”. Ele citou William McKinight, responsável por consolidar a cultura de inovação na 3M e implementar revoluções na gestão de negócios na primeira metade do século XX.  McKnight entrou na empresa como guarda-livros da biblioteca, em 1907, e de lá saiu como “chairman of the board”,  em 1966. Seu ensinamento  é perpetuado e praticado desde então pela 3M, de acordo com as necessidades dos clientes.
 
“O alicerce da 3 M é ciência aplicada à vida. Portanto a inovação é contínua, está em todos os departamentos da empresa. Ouvimos o cliente, criamos valores.  Fazemos pesquisa de campo, todos nós, indiferente ao cargo.  Daí, discutimos e levamos a proposta para os nossos cientistas”, contou. "Acreditamos que pesquisa é transformar dinheiro em conhecimento. Enquanto inovação é transformar conhecimento em dinheiro ", afirmou.

Construção do conhecimento - O professor e médico Eugenio Mussack, referência em educação corporativa, mostrou-se  outro entusiasta de um método educacional mais ativo. “Precisamos criar ambientes em que os ensinamentos possam ser experimentados, onde as pessoas possam dialogar, duvidar, discutir, para que todos possam ter autonomia na construção de conhecimento,  ter espaço para o erro e para as transformações”, disse ele.  Mussack lembrou o psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934), até hoje muito respeitado no segmento pedagógico,  principalmente por seus estudos dedicados ao desenvolvimento do intelecto, ou ao  “aprender a aprender”, como sintetizou Mussack, um incentivador do quarto grau e do exercício contínuo do conhecimento.

O evento, patrocinado por nós, termina nesta quarta-feira (08.11).  Acompanhe-nos e confira os principais destaques.

Confira um resumo de como foi o segundo dia da HSM EXPO 2017:

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Postado em: [Institucional, Sociedade e Meio Ambiente]

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