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HSM Expo 2018: Susan Cain explora a liderança dos introvertidos e painel debate a equidade de gênero nas empresas

06.Nov.2018

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Susan Cain, autora do best-seller “O poder dos quietos” - foto: Leco de Souza

O segundo dia da HSM Expo 2018, 6 de novembro, começou com a palestra inspiradora da autora e conferencista norte-americana Susan Cain. Intitulada O poder dos quietos: A liderança dos introvertidos em um mundo que não para de falar, homônima ao best-seller, a conferência chamou a atenção dos participantes para as qualidades e a capacidade das pessoas introvertidas que, segundo ela, são subestimadas pela cultura ocidental.

“Eu acredito que as pessoas tímidas e introvertidas são como todo mundo no que se refere ao trabalho. Geralmente, essas características vêm junto com outras, como fazer boas perguntas, olhar além do horizonte, então as pessoas precisam aprender a dar valor para estas individualidades e usá-las a seu favor”, diz Cain.

Quando o assunto é postura e liderança, outra palestra que teve destaque na manhã de terça-feira foi Os segredos das organizações ágeis e flexíveis: ferramentas, mind set e estrutura, ministrada por Roberto Mosquera, Especialista em Organizações Ágeis, consultor e facilitador. Para ele, as empresas têm um desafio pela frente que é como conseguir reagir a todos os estímulos que recebe de diversos lados, como do consumidor, do mercado e da tecnologia, entre outros. “A saída é identificar o comportamento do consumidor o mais rápido possível e se adaptar para cativá-lo. E aí é onde entra a questão da agilidade, que se divide em aprimorar ferramentas e mindset, a parte mais difícil, que é introjetar o conhecimento apreendido e reagir diferente e automaticamente”, explica.

Um dos talks interessantes ainda no mesmo período foi ministrado pela engenheira, diretora de consultoria na Deloitte e professora de inovação Glaucia Costa, no Auditório Ânima. Em Inovação e o futuro do trabalho: Como sermos relevantes em um mundo exponencial, Costa versou sobre a necessidade de encontrar o MTP (Massive Transformative Purpose), algo grande e aspiracional, que cause transformação significativa na indústria ou na comunidade e que ainda possua um propósito.

Encerrando a manhã houve o papo Futuro do trabalho: a cultura como ferramenta de transformação dos ambientes profissionais do presente com Sofia Esteves, especialista e pesquisadora sobre tendências de Gestão de Carreira, que foi entrevistada por Lucas Mendes. Para ela, a tecnologia se atualiza muito mais rápido do que os humanos podem acompanhar, e tal rapidez assusta e gera ansiedade e culpa. Além de recomendar mindfullness, exercício físico e a busca do equilíbrio, Esteves constatou: “Todas as empresas deveriam estar revisitando a sua cultura. Falando em comportamento, há algo que é verdade há muito tempo mas só agora está claro, que é a necessidade do autoconhecimento. É preciso saber o que nos move e o que brilha nossos olhos”, diz.

À tarde, um dos principais momentos foi a palestra sobre Inovação na Indústria de Óleo, Gás e Energia na Arena Oi-Petrobras, com Paulo Barreiros, Gerente de Gestão Tecnológica de P&D. Durante sua fala, expôs 10 das principais tecnologias ligadas ao desenvolvimento do pré-sal, explorou desafios da indústria em reduzir seus custos de produção e fez breve comparação entre companhias petrolíferas no que se refere ao investimento em P&D, mostrando resultados positivos para a Petrobras.

Ainda sobre a empresa, Barreiros adiantou algumas novidades para o ano seguinte, como editais de inovação, nos quais vamos patrocinar startups focadas em temas de tecnologias digitais, captura e armazenamento de carbono, corrosão, catalisadores, nanotecnologia e energias renováveis. “Além disso, prevemos, para 2019, o retorno do Prêmio Petrobras de Tecnologia, que reconhece e estimula parceria com a comunidade científica, e também do Prêmio Inventor, que preza pelo desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas à indústria, entre outras iniciativas”, diz.

Enquanto isso, no Lounge WeWork, houve a palestra Futuro do trabalho: grandes empresas se reinventando por meio de tecnologia e inovação aplicada aos seus negócios, na qual Lucas Mendes entrevistou Reynaldo Gama, General Manager no Itaú Unibanco, sendo o responsável pelo Cubo Itaú – hub de fomento ao empreendedorismo no Brasil e diretor do Comitê Corporate na Associação Brasileira de Startups. O papo rendeu um panorama das diferenças entre trabalhar no meio corporativo e em startups e, para Gama, “Trabalhar com startup requer cuidado, estar em contato no dia a dia, é o fail fast. Às vezes as pessoas estão acostumadas a trabalhar com as regras das grandes organizações e sentem dificuldade em startups, porque requer outro tipo de atenção e também proporciona outro tipo de experiência, como flexibilidade de horário”, exemplifica.

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Papo no WeWork com Reynaldo Gama

Na sequência, foi apresentado o Painel empreendedorismo inovador: o Brasil na economia das plataformas na Arena Oi-Petrobras, com a participação de Bernardo Estefan, consultor de inovações e novos negócios da Oi; da empresária Cris Arcangeli, conhecida por realizar alguns dos primeiros eventos de moda no país; Danilo Bardusco, gerente sênior de projetos e representante da EduK; e Pablo Silva, head de produto da Vindi. Durante a conversa, além de apresentarem inovações dentro das empresas onde trabalham, os participantes falaram sobre a diferença entre trabalhar com serviços e em plataforma. "O que faz a plataforma ser poderosa é o efeito de rede; quanto mais consegue agregar valor para todas as pontas, mais consegue gerar receita para a empresa", disse Pablo Silva.

Outro assunto abordado foi a hierarquia como causador da dificuldade de inovação. “Creio que sim, mas também a cultura de aversão ao erro tem este efeito. Na cabeça das pessoas, ‘errar é errado’, e um dos grandes aprendizados que as empresas têm que ter é permitir que as pessoas tenham a habilidade de errar, e errar rápido”, respondeu Bernardo Estefan.

Momento relevante durante o segundo dia também foi a palestra A economia das mulheres: trate a equidade de gênero como um desafio de inovação e colha os resultados, com Sonia Hess, Vice-Presidente do Grupo Mulheres do Brasil e mentora do programa Winning Women Brasil, da EY; Marise Barroso, membro do Conselho de Administração do Grupo Marelli, da Amata Brasil, do Instituto Jatobás e do Instituto Akatu; Julio Campos, Vice-Presidente de Customer Development Unilever para América Latina e Andrea Rios, Diretora executiva do Grupo Mulheres do Brasil.

Entre trocas de experiência sobre suas próprias vivências enquanto mulheres no ambiente corporativo e conselhos produtivos para mulheres e homens presentes na plateia, o ambiente era favorável à presença cada vez maior de mulheres em diferentes cargos de uma empresa. “Nós acreditamos no protagonismo feminino na sociedade para fazer a diferença no país”, disse Andrea Rios. “Empresas que têm diversidade na liderança, têm mais chances de gerar valor a longo prazo através da geração de núcleo econômico”, completou.

Sobre a decisão de formar um time de liderança feminina na sua empresa, Sônia Hess afirma que: “o maior desafio era acreditarmos no potencial feminino em uma empresa formada basicamente por homens”. Por fim, Marise Barroso acrescentou: “A equidade de gênero é uma questão de valores pessoais. Se você acredita que as pessoas são iguais e devem ter as mesmas condições de estudo e trabalho, quando você chega numa posição de  liderança e faz a equidade acontecer”.

No último dia de HSM Expo 2018, os destaques de palestras que acontecem na Arena Oi-Petrobras são CÍVICAS: Propósito guiando a Alta Performance, com Mariana Fonseca e Ricardo Podval; Seguindo em frente: trajetória para a referência em ética e integridade, com Márcio Campanelli e Painel Segurança e Tecnologia: cyber security e infraestrutura, com Mateus Bueno e Michel Levy.

Postado em: [Tecnologia e Inovação]