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Ideias disruptivas e projetos ambientais inovadores são destaque no último dia do Wired Festival

03.Dez.2018

Transformar a região amazônica em harmonia com o meio ambiente é um objetivo comum de Christian Ullman, Francielly Rodrigues e Thiago Cavalli. Os três estiveram neste sábado (01) em uma das mesas do Wired Festival, realizado na Casa França-Brasil. No encontro com tema “Amazônia, celeiro da biodiversidade e inovação”, os participantes apresentaram seus projetos para o desenvolvimento sustentável da floresta.

O primeiro a falar foi Christian. O designer vive há 20 anos na Amazônia, onde criou a Oficina Nômade. O projeto oferece apoio a iniciativas locais, capacita jovens empreendedores e se baseia em uma metodologia que não desconsidera a vivência regional ou sócio-bio-diversidade, como ele prefere chamar. Na opinião de Christian, as empresas que praticam o chamado capitalismo consciente precisam ser adaptadas à cultura da floresta para gerarem melhores resultados.

- Precisamos entender nossa realidade para construir um modelo diferente - relatou o designer.

Após Christian, foi a vez de Francielly Rodrigues. A paraense de 17 anos vive em Moju e desenvolveu uma solução para um problema sério de sua comunidade. Tudo começou quando seus professores no Clube de Ciência reclamaram do cheiro de gás em bairros periféricos da cidade. Ao investigar o fenômeno, a jovem descobriu que o odor era oriundo do lixo usado para aterrar e nivelar os terrenos da região. Além de poluir o ar e a terra, os detritos causam poluição do lençol freático e erosão do solo. A argila, que é o material padrão para esse tipo de procedimento, é muito cara no norte do Brasil.

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Palestra “Amazônia, celeiro da biodiversidade e inovação”, com Christian Ullman, Franciely Rodrigues e Thiago Cavalli. Foto: Marcos Cabral

“Descobri que o Pará produz 90% do açaí do mundo, consome 75% da produção, mas não desenvolveu uma política de descarte para o caroço da fruta”, relatou a estudante.

A partir dessa informação, Francielly desenvolveu um material cimentício a partir de caroço carbonizado para substituir argila. A ideia lhe rendeu 11 prêmios em 2018. Entre eles, uma viagem aos EUA com visita à Universidade de Harvard e ao MIT. Agora, a estudante negocia o uso do invento na produção de telhas e tijolos.

O último a se apresentar foi Thiago, que mora na Amazônia desde 2009. Há quatro anos, ele fundou a ONG Casa do Rio, que apoia projetos para uma sociedade sustentável ao combinar o conhecimento científico com os saberes desenvolvidos na relação do homem com a floresta. Durante sua participação, o artista comentou a intensificação das atividades de mineração e a derrubada ilegal de árvores no Amazonas, entre outros temas.

Patrocinamos a realização da mesa, que fechou a programação do Auditório Brasil, onde temas como democracia 2.0 e diversidade foram discutidos ao longo do dia. Na Sala Negócios Inovadores, as relações humanas estiveram em destaque, com apresentações sobre povos ribeirinhos e consumidores negros – entre outros temas. Já no Auditório Embratel, o foco foi o futuro da mobilidade, com discussões sobre carros autônomos, compartilhamento de bicicletas e outros assuntos.

A interatividade também marcou presença no último dia do Wired Festival. Alunos do colégio federal de ensino técnico Cefet-RJ puderam conhecer trabalhos de realidade virtual desenvolvidas pelo Núcleo de Experimentação Tridimensional da PUC-RJ. Na parte externa da Casa França-Brasil, fizeram sucesso a batalha de drones e a brain machine cave. Na primeira, robôs voadores comandados por controle remoto participavam duelos nos quais quem fosse derrubado 3 vezes primeiro perdia. Já a segunda consistia em uma experiência de 5 minutos na qual luzes e sons emitidos em tempos e intensidades variadas proporcionavam relaxamento e outras sensações nos participantes.

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Batalha de drones animou o público no festival. Foto: Marco Sobral

Postado em: [Tecnologia e Inovação]