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Conquistamos, junto com parceiros, o prêmio da ANP para Inovação Tecnológica

29.Jul.2016

Primeira-Categoria.jpgFomos os vencedores nas três categorias do prêmio da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de Inovação Tecnológica 2016. O tema da edição 2016 é "Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis”. Estavam na disputa nove projetos – divididos em três categorias – desenvolvidos por universidades e empresas em parceria conosco. O prêmio tem como objetivo reconhecer e premiar tecnologias inovadoras que tenham aplicabilidade na indústria de petróleo e gás natural, desenvolvidas por instituições de ciência e tecnologia e empresas nacionais.

Na primeira categoria, "Inovação Tecnológica desenvolvida no Brasil por instituição de ciência e tecnologia (ICT) nacional em colaboração com empresa petrolífera", o ganhador foi o projeto PIG Palito para Inspeção de Dutos Submarinos Multisize, que desenvolvemos em parceria com a PUC-RJ. Rafael Wagner dos Santos, Sérgio Ricardo Kokay Morikawa e Nei Mariano da Fonseca Júnior, todos do Cenpes, subiram ao palco para receber o prêmio.

Na segunda categoria, "Inovação Tecnológica desenvolvida no Brasil por micro, pequena ou média empresa do segmento de petróleo, gás natural e biocombustíveis em colaboração com empresa petrolífera", o projeto vencedor foi Programa de Diagnóstico de Problemas de Perfuração em Tempo Real (PWDa), que desenvolvemos em parceira com a Engineering Simulation and Scientific Software Ltda (ESSS), Ensino Superior Unificado Centro Leste (UCL), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Nesta categoria, Roni Abensur Gandelman e André Leibsohn Martins foram nossos representantes na entrega do prêmio.

Na terceira categoria, "Inovação Tecnológica desenvolvida no Brasil por empresa fornecedora de grande porte do segmento de petróleo, gás natural e biocombustíveis em colaboração com empresa petrolífera" foi premiado o projeto Cimento Autorreparável com CO2, desenvolvido pela Schlumberger, mais uma parceria conosco. A consultora do Cenpes, Cristiane Richard de Miranda, foi nossa representante no palco.

A diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, abriu a cerimônia ressaltando a importância da iniciativa: "O prêmio é para nós um símbolo de que a ANP acredita em inovação tecnológica e respeita e quer participar do desenvolvimento da tecnologia no Brasil no setor de petróleo". A diretora-geral lembrou que a inspiração para o prêmio veio de um evento ocorrido na Noruega, quando fomos premiados por um projeto de separação água/óleo submarina, projeto piloto do campo de Marlim, em parceria com a FMC. “Obviamente na sua primeira versão a ideia (do prêmio) era prestigiar grandes projetos, prestigiar tudo de bom que a Petrobras vinha fazendo, fruto da sua inovação tecnológica, seu investimento em pesquisa e desenvolvimento, assim como de todas as companhias que aqui se dedicavam a desenvolver projetos que viriam frutificar na indústria do petróleo no Brasil”, afirmou.

Nosso gerente executivo do Cenpes, Joper Andrade, felicitou todos os pesquisadores dos projetos inscritos. “Parabéns a esses heróis que conseguiram atingir esses resultados”, afirmou. Para nosso gerente geral de Gestão Tecnológica do Cenpes, André Fachetti, as indicações são um reconhecimento não só dos investimentos feitos na área, mas também do esforço dos pesquisadores. “Estamos concorrendo em todas as categorias. Esse prêmio coroa tudo que fazemos em termos de investimento em pesquisa e desenvolvimento”, pontuou.

Na edição de 2016 foram 46 projetos inscritos em três categorias. Foram avaliados os critérios de originalidade, aplicabilidade e funcionalidade da tecnologia, contribuição científica e tecnológica e percentual de conteúdo local. Também estivemos presentes com projetos vencedores nas três edições anteriores do prêmio.

A cerimônia de entrega, que ocorreu nesta quinta-feira (28/7), no Rio de Janeiro, contou também com a presença do ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, e do secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, Márcio Félix, que é nosso engenheiro.

Confira os projetos vencedores de 2016

Categoria I: Inovação Tecnológica desenvolvida no Brasil por instituição de ciência e tecnologia (ICT) nacional em colaboração com empresa petrolífera

Pig.jpg- PIG Palito para Inspeção de Dutos Submarinos Multisize 

O objetivo do projeto é disponibilizar ferramentas para inspeção interna de dutos submarinos ("pigs") de produção de petróleo e gás em águas profundas.  Os dutos em águas profundas, em especial os do pré-sal, apresentam configurações construtivas que requerem pigs especiais, dada a existência de grandes variações de diâmetro, grandes espessuras em diâmetros pequenos, altas pressões, grandes variações de temperatura, longos percursos e gás como fluido principal. O projeto é considerado inovador por oferecer ao mercado uma alternativa para a inspeção dos dutos que até então não podiam ser inspecionados, devido à ausência de alternativas nacionais e mundiais.

Categoria II: Inovação Tecnológica desenvolvida no Brasil por micro, pequena ou média empresa do segmento de petróleo, gás natural e biocombustíveis em colaboração com empresa petrolífera

PWDa.jpg- Programa de Diagnóstico de Problemas de Perfuração em Tempo Real (PWDa)

O projeto PWDa tem por objetivo o desenvolvimento de um programa de interpretação automatizada de dados provenientes de sensores instalados em sistemas de perfuração, buscando detecção imediata de sinais indicativos de situações indesejadas, a fim de que ações corretivas ou preventivas possam ser tomadas. Este é o primeiro software desenvolvido no país com modelos de cálculos transientes para interpretações em tempo real de possíveis problemas operacionais durante a perfuração de poços, auxiliando o processo de tomada de decisão, através de metodologia automatizada de análise de dados com critérios quantitativos, retirando a parte subjetiva da interpretação e identificação de eventos.

Categoria III: Inovação Tecnológica desenvolvida no Brasil por empresa fornecedora de grande porte do segmento de petróleo, gás natural e biocombustíveis em colaboração com empresa petrolífera

Cimento-autorreparavel.jpg- Cimento Autorreparável com CO2

O projeto desenvolveu uma formulação de pasta de cimento para operações de cimentação, tampão e squeeze (compressão) de poços de petróleo, que oferecesse maior segurança em ambiente de CO2. O aumento da garantia da integridade do poço na presença de CO2 – presente no reservatório ou injetado no poço para recuperação secundária – ocorre pelo fechamento de fissuras no cimento solidificado pelo contato com CO2, que acionaria o efeito de autorreparação no próprio cimento.  A existência de microanulares (pequeno espaço entre o cimento e o revestimento ou formação) e fissuras na matriz do cimento no poço de petróleo cria percursos preferenciais para que o CO2 migre, podendo afetar a integridade do poço. A presença de um componente no material cimentante que se expanda com o fluido contendo CO2 permite restabelecer a integridade da matriz de cimento e consequentemente dos poços. A tecnologia pode ser aplicada para cimentar poços em reservatórios que naturalmente contenham CO2 associado aos fluidos de formação, como é o caso dos poços do pré-sal no Brasil, ou em poços em que CO2 é injetado, armazenado ou extraído.

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Postado em: [Tecnologia e Inovação, Reconhecimento]

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