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Parque experimental de plantas-piloto do Cenpes desenvolve pesquisas estratégicas

18.Jan.2016

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O parque de plantas-piloto no Centro de Pesquisa Petrobras (Cenpes) dispõe de mais de 30 unidades que reproduzem, em escala reduzida, processos realizados em nossas refinarias. Enquanto plantas industriais trabalham com toneladas de catalisadores, insumos ou cargas, nos pilotos bastam alguns gramas do material para gerar informações necessárias às pesquisas. O objetivo é oferecer soluções para nossas áreas de Abastecimento e de Exploração e Produção. Ao desenvolver tecnologias inovadoras de processamento primário de petróleo, na separação e tratamento de CO2 em plataformas, aumentamos a rentabilidade da nossa área de refino.
 
A FlexCool é uma das tecnologias inovadoras testadas em nosso parque de plantas-piloto e na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão, São Paulo. O processo gerou lucro de US$ 19,5 milhões por ano, ao permitir maior produção de diesel. Nossa tecnologia foi capaz de aumentar o processamento da parte mais pesada do petróleo, chamada de Resíduo Atmosférico (RAT).

Outro exemplo é a produção de gasolina com baixos teores de enxofre (menos poluente) e elevada octanagem (permite melhor desempenho do veículo) a partir da hidrogenação de Nafta Craqueada. A tecnologia foi implementada na Refinaria de Capuava (Recap), Santo André, São Paulo.  

O parque de plantas-piloto do nosso Centro de Pesquisas também possui a primeira planta piloto de gaseificação de biomassa. O processo, que tem como matéria-prima o bagaço de cana brasileira, visa a produção futura de biocombustíveis de alta pureza, como bioQav, diesel e lubrificantes renováveis.

A atividade de engenharia e operação de plantas-piloto, instalada nosso Centro de Pesquisa (Cenpes), em 1975, é responsável pela operação e manutenção do parque. São realizadas análises físico-químicas, programação de testes experimentais, bem como projeto e montagem de novas unidades. Cerca de 150 profissionais trabalham na área. A gerência dispõe ainda de cinco laboratórios com capacidade para diversos tipos de análises. Desde 2008, contamos também com o Núcleo Experimental de Fortaleza, localizado nas instalações da Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor), onde estão disponíveis nove unidades piloto.

Unidades do Parque de plantas-piloto:

12 unidades de Hidrorrefino
4 unidades de Craqueamento Catalítico
2 unidades de Coqueamento Retardado
1 unidade de Craqueamento Térmico
2 unidades Petroquímicas
5 unidades Multipropósito
4 unidades de Destilação
2 unidades de Bioetanol
1 unidade de Biolubrificantes
2 unidades de Gaseificação de Biomassa
1 unidade de Fischer Tropsch

Cenpes (Rio de Janeiro): 27 unidades

Lubnor (Fortaleza): 9 unidades


 

Postado em: [Tecnologia e Inovação]

3 comentários

Renato Santos Silva

23.Fe.2016

Eu posso dizer que fiz parte da equipe de manutenção do Cempes das plantas pilotos do prédio 12 com maior orgulho, dedicação, desempenho e profissionalismo a nossa Petrobras como Técnico em Instrumentação.

Hildeberto Fuvio Medeiros de Souza

22.Ja.2016

Iniciei minha carreira de Projetista de Tubulação na Foster Wheeler em 1974,e fico feliz de ver hoje o Cenpes com toda essa tecnologia que não tinha na época,parabens Petrobras,estamos cada vez melhor nesse futuro do óleo e gás e de novas descobertas que é nosso.

Sandra Lima de Oliveira

20.Ja.2016

Hoje estou aposentada e tenho muito orgulho de ter trabalhado neste parque de plantas piloto do Cenpes por quase 10 anos de minha carreira na Petrobras. Foram muitas pesquisas e experimentos na área de processamento de petróleo e de catalisadores, dando suporte às refinarias e aos projetos da nossa Engenharia Básica. Este parque deu grande contribuição (e dá até hoje) para que pudéssemos processar os petróleos nacionais produzidos pela Petrobras, como por exemplo, o petróleo pesado Marlim, que foi um grande desafio para nós na década de 80, que exigiu grandes adaptações e desenvolvimento de novos projetos para adaptar as nossas refinarias, que haviam projetadas para processar petróleos leves árabes, com características muito diferentes dos nossos óleos. A Petrobras não é somente uma potência em tecnologia de produção de petróleo, esse parque tecnológico de refino tem também um grande valor! Parabéns pela matéria!

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