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Plano Estratégico da Petrobras tem métricas para aumentar segurança e baixar alavancagem

20.Set.2016

pe-png2016-BLOG.jpgAnunciamos o Plano Estratégico para o período de 2017 a 2021 com dois indicadores principais. A taxa de acidentados registráveis (TAR) – indicador da indústria que mede todos os tipos de acidentes e incidentes ocorridos – deve ser reduzida dos 2,2 por milhão de homens hora em operações da companhia em 2015 para 1,4 em dois anos, chegando a 1 em 2021. Já a meta financeira estabelece que a dívida líquida da empresa seja equivalente a 2,5 vezes a sua geração de caixa em 2018. De acordo com o balanço anual de 2015, esse índice alcançava 5,3 vezes.

O objetivo de ter duas métricas prioritárias na nossa gestão é garantir avanços significativos nos indicadores de segurança ao mesmo tempo em que se acelera a recuperação financeira da empresa no menor prazo possível.

“Nos próximos dois anos estaremos concentrados na recuperação da solidez financeira da Petrobras, como uma empresa integrada de energia que tem foco em óleo e gás. No horizonte total dos cincos anos desse planejamento, a nossa proposta é que a empresa tenha sido saneada, tenha padrões de governança e ética inquestionáveis para sustentar uma produção crescente, mas realista, e capaz de investir e se posicionar nos processos de transição por que passa o mercado de energia no mundo”, disse o presidente da empresa, Pedro Parente.

A melhora nos indicadores de acidentes exigirá uma mudança cultural e de foco nas ações de segurança. Para isso, a Petrobras lançará um novo programa, o Compromisso pela Vida, que terá envolvimento direto das lideranças e será baseado num reforço de segurança de processos baseado em risco para garantir a integridade das instalações e sistemas da companhia, assim como um sistema de consequências para desvios de padrões e ações integradas.

Uma das principais ações para garantir que as metas sejam cumpridas será a adoção de novas ferramentas de gestão e gerenciamento de custos, especialmente o Orçamento Base Zero (OBZ). Por meio desse instrumento, os gastos da empresa serão revistos, mantendo as despesas consideradas essenciais para o negócio e evitando cortes lineares que prejudicam a operação. 

Além disso, as metas de desempenho serão desdobradas até o nível de supervisores, com reuniões mensais de avaliação. A estimativa no Plano Estratégico é de uma redução de 18% em relação à primeira estimativa para esses gastos no período 2017-2021. Essas despesas totalizam US$126 bilhões. O corte é de cerca de R$ 27 bilhões em relação à estimativa inicial 2017-2021. Se a comparação for feita com o plano 2015-2019, que estava em vigor, a redução dessas despesas é de aproximadamente R$ 16 bilhões ou 11%. 

Além disso, o Plano mantém o ritmo intenso de parcerias e desinvestimentos que nos próximos dois anos deverão somar US$ 19,5 bilhões. Esse resultado deve ser atingido por meio de crescentes parcerias estratégicas na área de Exploração e Produção, além de Refino, Transporte, Logística, Distribuição e Comercialização. A Petrobras também sairá das atividades de produção de biocombustíveis, distribuição de GLP, produção de fertilizantes e das participações em petroquímica. No segmento de gás, a estratégia é adequar a participação da companhia e, no setor de energia, reorganizar as participações societárias.

Os investimentos próprios previstos de 2017 a 2021 são de US$ 74,1 bilhões. Esse valor representa uma redução de 25% em relação ao plano anterior. O conjunto de investimentos gerados a partir dos projetos da Petrobras, no entanto, é estimado em US$ 40 bilhões nos próximos dez anos, o que demonstra que apesar do menor volume de investimentos, a companhia alavanca valores significativos por meio de sua atuação.

O segmento de Exploração e Produção absorverá a maior parte dos investimentos próprios da Petrobras, concentrando 82% dos recursos. A área de Refino e Gás Natural receberá 17% do total, enquanto as outras áreas da companhia responderão por 1%. A meta de produção no Brasil de óleo e líquido de gás natural foi fixada em 2,8 milhões de barris por dia (bpd) para 2021, considerando a entrada em operação de 19 sistemas de produção no período de 2010 a 2021. 

A sustentabilidade de curva de produção da empresa vem sendo garantida pela combinação de melhoras crescentes no desempenho operacional e a aplicação de novas tecnologias. O tempo médio para construir um poço marítimo no pré-sal da Bacia de Santos era, em 2010, de aproximadamente 152 dias. Em 2016, esse tempo baixou para 54 dias, numa velocidade três vezes maior em relação a 2010. 

A economia de recursos obtida com avanços desse tipo assegurou um custo médio de extração abaixo de US$ 8 por barril de óleo equivalente, muito inferior à média da indústria, que oscila em torno de US$ 15/boe.  Além disso, a alta produtividade dos poços já interligados aos sistemas de produção instalados no pré-sal já chega, por exemplo, a 25 mil barris por dia (bpd) por poço, volume muito acima do que era inicialmente projetado. 

A carteira de projetos da Petrobras prevê para 2017 o primeiro óleo dos projetos de Tartaruga Verde e Mestiça, no pós-sal da Bacia de Campos, além de Lula Norte e Lula Sul, no pré-sal da Bacia de Santos e do Teste de Longa Duração (TLD) de Libra. No ano seguinte, entrarão em operação Berbigão, Lula Extremo Sul, além de Búzios 1, 2 e 3, todos no pré-sal.

Em 2020, a projeção é a entrada em produção de Búzios 5, Piloto de Libra e Sépia – os três no pré-sal -, além do projeto de Revitalização de Marlim (Módulo 1), no pós-sal da Bacia de Campos. Por fim, em 2021, está previsto o primeiro óleo do projeto de Revitalização de Marlim (Módulo 2) e do projeto integrado Parque das Baleias – ambos na Bacia de Campos -, além de Itapu e Libra 2.

Buscando garantir a geração de valor estabelecida como um dos princípios de sua atuação, a Petrobras seguirá a estratégia de garantir a disciplina do uso de capital e retorno aos acionistas em todos os projetos, com alta confiabilidade e previsibilidade. Também buscará garantir a sustentabilidade da produção de petróleo e gás pela incorporação de volumes já descobertos, mantendo a disciplina no uso de capital.

No horizonte do plano estratégico 2017/2021, a Petrobras terá consolidado sua recuperação financeira, com garantia de produção crescente e capacidade para elevar investimentos. O futuro de mais longo prazo desenha uma companhia com uma trajetória prudente e sustentável, guiada por lógica empresarial e ética, com visão de longo prazo nas áreas financeira, ambiental e social. Será uma das melhores empresas para se trabalhar e onde o mérito é a base de reconhecimento e desenvolvimento. A Petrobras continuará a ser a maior companhia integrada de energia do Brasil, de petróleo e gás e crescente participação de energias alternativas.

Postado em: [Atividades, Institucional]

10 comentários

VAGNER DOS REIS FRANCA

25.Ou.2016

Acreditamos na proposta, dentro da nossa cadeia de produtos e serviços faremos o possível para seguir alinhados com vossos objetivos, seguiremos sólidos em nossas parcerias.

Marcelo Santos

03.Ou.2016

Não entendi o slide 44 onde diz que a obra da UPGN do Comperj esta em conclusão. Está obra e as demais associadas a ela estão paradas a mais de 1 ano e sem perspectiva de retorno. Há algo errado aí ou estou enganado?

Marlon Soares de Godoy

26.Se.2016

Petrobras espero poder ver,nossa maior empresa novamente no topo gerando lucro e principalmente confiança na população brasileira.

Edgar Fonseca

23.Se.2016

Me interesa conocer la proyección de la compañia

Jefferson Rocha

21.Se.2016

"recuperação financeira"? Essa frase proveniente da Petrobras, no mínimo assusta e nos causa preocupação! Lembrando que a Revista Times citou a Petrobras como pivô do maior esquema de corrupção do mundo!

Eduardo Gomes

21.Se.2016

Hoje participei na FIRJAN da divulgação oficial do que já imaginávamos, mas que não tínhamos certeza, pois bem o mistério acabou! A PETROBRAS terá que se refazer do conjunto trágico que a antiga diretoria (investigada na LAVA JATO) deixou de herança. Um Rombo incomensurável que nós fornecedores, acionistas e essa nova diretoria teremos que amargar. "DOIS ANOS à Pão e Água!" Disse um dos participantes do evento e atestado pelo Presidente da Companhia. Das tantas medidas austeras a serem adotadas nesses dois primeiros anos, que serão benéficas para a empresa e todo seu entorno a longo prazo, a mais AMARGA será a falta de investimentos no abastecimento e principalmente ZERO para NOVOS PROJETOS. Num momento que as taxas de desemprego estão subindo a notícia de uma recessão de novos projetos na maior empresa do País, onde MUITAS empresas sobreviviam desses investimentos PETROBRAS, será uma catástrofe na busca da recuperação da economia. Não adiantou "Fora Dilma", não adiantará "Fora Temer".

Eduardo Ribeiro

20.Se.2016

A estratégia é desafiadora, mas mantendo o foco, o acompanhamento na busca contínua de melhorias e implementando fortemente ações nos pontos de desvios, o sucesso a essas métricas,serão factíveis.

marinho martins ribeiro

20.Se.2016

Como a Petrobrás destinou expressiva parcela dos recursos obtidos no último aumento de capital para adquirir direito de exploração de 5 bilhões de barris, sob a forma de outorga, gostaria de saber o que está sendo feito para a exploração e produção nessa área, já que nada foi dito acima

Sandra Regina

20.Se.2016

Pergunto. Uma vez que está claro no PN da Petrobras que a empresa sairá do negócio GLP, quando a Petrobras tomará atitude e retirar os indicados políticos partidários da Liquigás?

Peterson Santos Querino

20.Se.2016

Prezada Petrobras, parabéns pela maneira que vocês estão se organizando, como químico, espero poder ver, a Petrobras no seu devido lugar, uma empresa séria e comprometida

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