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Reduzimos em 55% o tempo de perfuração de poços no pré-sal

01.Jul.2014

campo-lula.jpgTemos perfurado poços no pré-sal em tempo cada vez menor, sem abrir mão das melhores práticas mundiais de segurança operacional. Para se ter ideia da importância dessa atividade, basta dizer que cerca de 50% dos investimentos no pré-sal são voltados para a construção e avaliação de poços. Com a experiência adquirida e a introdução de novas tecnologias e melhores práticas, o tempo médio de perfuração de poços no pré-sal nos campos de Lula e Sapinhoá passou de 126 dias, em 2010, para 60 dias em 2013, o que corresponde a uma redução de 55%. Nestas áreas, já se conseguiu durações próximas a 30 dias entre o primeiro e último metro perfurado ("dry hole", conforme classificação internacional).

Com essa redução, estamos conseguindo considerável economia de recursos, devido à diminuição dos dias em operação de sondas. Como o custo médio de perfuração de um poço é de aproximadamente US$ 1 milhão por dia, estamos economizando, em média, US$ 66 milhões na atividade de perfuração por poço no pré-sal. Um avanço significativo, considerando a magnitude que essa economia representa para o nosso caixa.

Esse bom desempenho é fruto de um esforço permanente para otimizar a atividade de perfuração de poços que é considerada crítica por envolver pesados investimentos. Com o objetivo de melhorar ainda mais os resultados, criamos, em 2013, o Programa de Redução de Custos de Poços (PRC-Poço), um dos pilares do nosso Plano de Negócios e Gestão (PNG) para o período de 2014 a 2018.

Nos próximos cinco anos, serão investidos cerca de US$ 70 bilhões na construção de poços exploratórios e de desenvolvimento da produção no Brasil, montante que corresponde a 32% dos nossos investimentos globais previstos em no PNG e a 46% dos investimentos programados para a área de Exploração e Produção no Brasil.

SUCESSO GEOLÓGICO

Sucesso geológico no pré-sal foi de 100% em 2013

Alcançamos um índice de sucesso geológico de 100% no pré-sal em 2013. Os 14 poços perfurados nas bacias de Santos e Campos nesse ano, todos operados por nós, identificaram a presença de petróleo. Considerando todos os poços marítimos que perfuramos, tanto no pré-sal quanto no pós-sal, o índice de sucesso exploratório chegou a 77%.

Apenas entre janeiro de 2013 e março de 2014, realizamos 49 novas descobertas, das quais 15 no pré-sal. Os bons resultados apresentados na exploração do pré-sal devem-se ao nosso domínio do conhecimento e à excelência tecnológica na exploração em águas ultraprofundas.

O aproveitamento da experiência da Bacia de Campos, adaptando soluções às condições do pré-sal da Bacia de Santos, junto com o contínuo e massivo investimento na aquisição de dados exploratórios, possibilitam a melhor caracterização dos reservatórios e a redução de incertezas dos projetos de produção.

As descobertas no pré-sal estão entre as mais importantes, em todo o mundo, na última década. Além de apresentarem volumes potenciais muito significativos, as áreas descobertas indicaram a presença de óleo de excelente qualidade e alto valor comercial.

Postado em: [Institucional, Atividades]

1 comentários

Alvaro Tadeu Silva

17.Ab.2015

Gostaria de mais dados para discutir com dezenas de cabeças de bagre que fazem parte do meu círculo social. Arredondando, parece-me que a PETROBRAS conseguiu um custo de apenas US$ 10 mil por metro linear perfurado. Isso me parece muito barato, pois um teste feito na Cidade Universitária em São Paulo, um poço de água de apenas 15m custou R$ 10 mil, numa operação de umas seis horas. Muito obrigado.