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Vamos operar o quarto sistema de separação e reinjeção de gás carbônico no pré-sal

03.Ago.2016

cidade-ilhabela.jpgDaremos início a operação do quarto sistema de separação e reinjeção de gás carbônico (CO2) nos reservatórios de grande profundidade do pré-sal da Bacia de Santos, no FPSO (plataforma de produção, armazenamento e transferência de petróleo) Cidade de Ilhabela, no campo de Sapinhoá. Já utilizamos a tecnologia de separação e reinjeção de CO2 em ambientes offshore em grandes profundidades em três FPSOs – Cidade de Angra dos Reis e Cidade de Paraty, no campo de Lula, e Cidade de São Paulo, no campo de Sapinhoá.

No ano passado atingimos a marca de 3 milhões de toneladas de CO2 separados do gás natural e reinjetados no pré-sal da Bacia de Santos. A separação e reinjeção são duas das dez inovações tecnológicas pelas quais a Petrobras recebeu o prêmio OTC Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations and Institutions, durante a Offshore Technology Conference (OTC), em maio de 2015. A distinção é o maior reconhecimento que uma empresa de petróleo pode receber de seus pares.

A técnica foi adotada primeiramente no projeto-piloto do campo de Lula, onde batemos o recorde global de poço submarino mais profundo com injeção de gás com CO2, em profundidade de água 2.220 metros.

Após cinco anos de operação, pode-se afirmar que a tecnologia de separação de CO2 do petróleo produzido no pré-sal, bem como sua reinjeção em reservatórios produtores, é plenamente viável dos pontos de vista técnico, econômico e ambiental.

Como funciona

Na tecnologia de filtração por membranas que adotamos, a separação entre as moléculas do gás produzido ocorre basicamente pela diferença de propriedades físico-químicas: moléculas como as de CO2 e uma parcela das moléculas de CH4 (metano) passam pela membrana com maior facilidade e se concentram na corrente de gás a ser injetado, enquanto as demais ficam na corrente de gás natural tratado, que é exportado para a Unidade de Processamento em terra.

Uma vez separada, a corrente rica em CO2 é reinjetada nos poços injetores, o que, além de reduzir a emissão de gases efeito estufa (GEE), auxilia na manutenção de pressão dos reservatórios e no gerenciamento da produção. O processo tem o potencial de aumentar a recuperação (grau de extração) final de óleo dos reservatórios.

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Postado em: [Tecnologia e Inovação]

2 comentários

Rebeca Corpe

22.Se.2017

A separação de CO2 ocorre nas plataformas de pré-sal ou em outro local?

Fatos e Dados

03.Ou.2017

Olá, Rebeca,

nas plataformas. Essa tecnologia permite separá-lo do petróleo e do gás natural para reinjeção nos reservatórios através de poços especiais, chamados poços de injeção, visando aumentar a produtividade dos poços.

JOSE DE OLIVEIRA FERNANDES

09.Ag.2016

Parabens para a SBM e equipe da gerencia de operação da Petrobras.

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