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Viaje com a gente em uma jornada pelo fundo do mar

01.Abr.2019

Aproximar-se da maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul é para poucos: apenas 400 pessoas por dia podem visitar o Parque Natural Municipal do Recife de Fora, a cerca de nove quilômetros da costa de Porto Seguro (BA). Ainda bem que contamos com o trabalho dos principais nomes da fotografia subaquática do Brasil, que participaram do Concurso Coral Vivo de Foto Sub, para nos mostrar o quão rico é nosso litoral e qual é a importância de preservar esses ambientes frágeis que podem ser comparados às florestas tropicais devido à sua relevância para a manutenção da vida marinha.

O concurso foi realizado por projetos que contam com a nossa parceria por meio do Programa Petrobras Socioambiental, Coral Vivo e Meros do Brasil, e contou com apoio da Associação Brasileira de Imagens Subaquáticas (Abisub) e Secretaria de Meio Ambiente de Porto Seguro.

Veja as fotos e viaje conosco nessa jornada pelo fundo do mar:

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A foto da dupla Luiz Fernando Cassino e Roberta Decnop conquistou o público que segue o Projeto Coral Vivo nas redes sociais. A imagem de colônias de coral-cérebro (Mussismilia harttii), cercadas de rica biodiversidade marinha e com direito à passagem de um cardume de cocorocas (Haemulon aurolineatum), rendeu aos profissionais o troféu de Melhor Fotografia Via Público. Mais de sete mil votos foram computados na pesquisa popular, dos quais 705 foram para essa imagem que mostra uma espécie de coral que é exclusiva do Brasil e está ameaçada de extinção.

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O aspecto branqueado dos corais na região, fenômeno provocado provavelmente pelas águas mais aquecidas pelo El Niño, foi tema de outra categoria também vencida por Luiz Fernando e Roberta. A dupla foi escolhida pelo júri técnico para levar medalha de ouro na categoria temática Branqueamento pela foto que retrata, em primeiro plano, colônias de coral-de-fogo (Millepora alcicornis) com as pontas branqueadas e o peixe budião-puxê (Halichoeres poeyi) ao fundo.

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O detalhe da estrutura espiral do verme poliqueta árvore-de-natal (Spirobranchus giganteus) rendeu a segunda medalha de ouro de Luiz e Roberta, pelo júri técnico, na categoria Close-Up.

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Já o retrato de perfil de uma maria-da-toca (Parablennius marmoreus) fecha a lista de prêmios de Luiz e Roberta com uma medalha de prata na categoria Peixe.

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Ainda na divisão DSLR/Mirrorless, o Segundo Lugar Geral ficou com a dupla Álvaro Velloso e Cláudia Lomba, que ganhou medalha de prata na categoria Grande Angular, com fotografia que destaca colônia de coral Mussismilia harttii. O Recife de Fora é uma unidade de conservação considerada uma das áreas prioritárias do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Ambientes Coralíneos (PAN Corais).

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Álvaro e Cláudia levaram também uma medalha de prata, na categoria Close-Up, onde o destaque foi o colorido do lírio-do-mar.

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Além do Terceiro Lugar Geral, a dupla Marcelo Prim e Luiz Magina recebeu a medalha de ouro na categoria Peixe com o passeio de um simpático neon-goby (Elacatinus figaro) em meio às reentrâncias do coral-vela (Mussismilia harttii).

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A dupla Marcelo e Marina levou ainda o bronze na categoria Grande Angular, com destaque para uma colônia de coral-de-fogo (Millepora alcicornis).

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O troféu de Quarto Lugar Geral ficou com a dupla Peu Guerbas e José Paulo, que venceram na categoria Grande Angular. Na foto, uma paisagem recifal com destaque para uma colônia da gorgônia orelha-de-elefante (Phyllogorgia dilatata) junto a uma gorgônia (Plexaurella grandiflora).

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O pódio na divisão principal (câmeras DSLR/Mirrorless) é fechado com a dupla Cleber Assumpção e Eduardo Resende, que receberam o troféu de Quinto Lugar Geral ao conquistarem a medalha de bronze na categoria Close-Up com o búzio (Cyphoma macumba).

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Já na divisão de câmeras compactas, o troféu de Primeiro Lugar Geral foi para a dupla Fernanda Saldanha e Marcia Tancredi, que conquistaram medalha de ouro na categoria Close-Up com a imagem de um polvo.

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Fernanda e Marcia levaram outras duas medalhas, ambas de bronze. Uma na categoria Grande Angular com uma paisagem recifal e destaque para uma lagosta (Panulirus meripurpuratus).

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E outra na categoria temática Branqueamento, com uma lente especial em colônia de coral-vela (Mussismilia harttii).

Uma seleção das fotografias deste concurso será disponibilizada gratuitamente em um e-book informativo, no site do Projeto Coral Vivo.

Por que os corais ficam embranquecidos?
Uma das principais causas do branqueamento é o aumento de temperatura da água do mar. Em anos de ocorrência do fenômeno climático El Niño, as águas do mar ficam ainda mais aquecidas. Esse estresse gera a expulsão das microalgas simbiontes – chamadas de zooxantelas – do interior do coral, que dependem delas para viver. São as microalgas que dão cor ao tecido quase transparente do coral, que tem o esqueleto calcário branco, assim como os ossos de humanos.

Sobre o Recife de Fora
A Secretaria de Meio Ambiente de Porto Seguro (BA) é o órgão gestor do Parque Natural Municipal do Recife de Fora. Ele foi criado em 1997, tem 17,5km², e fica a aproximadamente nove quilômetros da costa. A unidade de conservação tem visitação diária limitada a 400 pessoas em trecho específico, sendo o restante da área protegida.

Sobre o Projeto Coral Vivo
O Projeto Coral Vivo trabalha com pesquisa, educação, políticas públicas, comunicação e sensibilização para a conservação e sustentabilidade socioambiental dos ambientes coralíneos do Brasil. É realizado pelo Instituto Coral Vivo (ICV) em parceria com 14 universidades e institutos de pesquisa. O ICV é o coordenador executivo do PAN Corais, que engloba 18 áreas do Maranhão a Santa Catarina e 52 espécies ameaçadas de extinção, entre peixes e invertebrados. O Projeto Coral Vivo integra a Rede Biomar, junto com os projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Golfinho Rotador e Tamar, patrocinados pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Sobre o Projeto Meros do Brasil
O Projeto Meros do Brasil atua em âmbito nacional para a conservação dos meros (Epinephelus Itajara) e dos ambientes marinhos e costeiros associados. O projeto desenvolve ações de pesquisa, educação e comunicação ambiental por meio de uma rede de colaboração que envolve 60 instituições governamentais e da sociedade civil. É patrocinado pela Petrobras e está presente em nove estados brasileiros: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Pernambuco e Pará. Atualmente, os meros são tidos como um símbolo de conservação e proteção marinha no país.