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Wired Festival discute transformações promovidas pela inovação no Rio

01.Dez.2017
 

Mais de cinquenta empreendedores, especialistas e investidores estão debatendo as transformações que a tecnologia e a inovação têm promovido no mundo na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. Foi o primeiro dia da terceira edição do Wired Festival no Brasil, que falou de temas como cibersegurança, medicina e educação. 

O desenvolvimento de novas tecnologias dá esperança a pacientes que sofreram lesões medulares, antes consideradas irreversíveis. Com o uso da realidade virtual e da interface cérebro-máquina, pesquisadores do Instituto Internacional de Neurociência, em Macaíba, no Rio Grande do Norte, estão conseguindo fazer com que paraplégicos recuperem os movimentos, num avanço que pode revolucionar os tratamentos de reabilitação. “Todo médico aprende na faculdade que a lesão medular é irreversível. A pesquisa serve para isso, questionar o conhecimento estabelecido. Está acontecendo”, afirmou Edgard Morya, diretor de Pesquisa do Instituto Internacional de Neurociência, que estuda a interface cérebro-máquina , em palestra no evento.

Com o uso de óculos de realidade virtual, os pesquisadores conseguem registrar os comandos enviados pelo cérebro quando o avatar caminha. Dessa forma, mesmo com a lesão medular, é possível simular o movimento para capturar a atividade neuronal. Essa informação é transformada em comandos que, com a interface cérebro-máquina, permitem que o paciente controle um exoesqueleto apenas com o pensamento.

E o potencial de uso das pesquisas realizadas em Macaíba não se resume à recuperação de movimentos. A interface cérebro-máquina pode, por exemplo, minimizar os tremores provocados pelo Parkinson, ou oferecer uma memória externa aos pacientes com Alzheimer.

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“Estudos já demonstraram que é possível transferir informações para um cérebro em ratos”, explicou o pesquisador. “Em pacientes com Alzheimer, em algum momento pode ser possível usar uma memória externa para repor a que está sendo perdida, melhorando a qualidade de vida do paciente”.

E os resultados obtidos pelos pesquisadores do Instituto Internacional de Neurociência demonstram a plasticidade do sistema nervoso, que se adapta às condições a ele impostas, independentemente da idade.

“O cérebro muda até o fim da vida. Você aprende até o fim da vida. A velocidade do aprendizado pode diminuir com a idade, mas ele não cessa” concluiu Morya.

O mineiro Rodrigo Sá, diretor global de uma companhia que propõe realizar viagens entre Rio e São Paulo em 20 minutos, dividiu com o público os detalhes do audacioso projeto. Pioneiro da computação e pesquisador respeitado pelos estudos sobre relações entre humanos e computadores, David Levy refletiu sobre ética na palestra “Quando os robôs causam danos, quem paga?”.

Já na palestra “As cidades do futuro já estão em construção”, o artista e inovador Dan Roosegaarde apresentou soluções urbanistas que criou para melhorar a vida nas zonas urbanas, como o filtro que limpa o ar poluído de Pequim.

Em outros auditórios do festival, workshops e salas de negócios foram realizados. Do lado de fora, os participantes se depararam com efeitos dignos das produções de Hollywood. O britânico Richard Browning, CEO da Gravity.co, por exemplo, voou duas vezes pelo pátio da Cidade das Artes com o traje voador que criou. Quem viu de perto, garante que a armadura se parece com a do super-herói Iron Man.

Inovação na indústria do petróleo - Luciano Pereira dos Reis, engenheiro e nosso consultor, falou sobre as “Oportunidades de inovação trazidas pela transformação digital e seus benefícios para a indústria e para a sociedade.” Ele ressaltou que a indústria de petróleo é altamente tecnológica. “Temos muitas oportunidades de usar técnicas como machine learning, data science e inteligência artificial. Buscamos novas tecnologias como forma de evolução e transformação da nossa indústria”.

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Ele destacou que a tecnologia contribuiu para superarmos o desafio de produzir em águas profundas, lembrando que ganhamos três prêmios da OTC, o mais importante da indústria do petróleo. “O primeiro poço do pré-sal levou 200 dias para ser perfurado. O último, cerca de 30 dias graças a tecnologias como deep learning”.

Temos um estande no evento, inspirado na arquitetura arrojada do seu Centro de Pesquisas (Cenpes), cujos prédios abrigam laboratórios e salas de ensaios para experimentos científicos. No espaço, para cativar o público interessado em novidades tecnológicas, nossa equipe promoverá um jogo digital que será uma ‘corrida de drones’. Nesse jogo, o competidor fará ‘voos’ virtuais pelas instalações de uma plataforma de produção de petróleo em alto-mar. Em paralelo, o público poderá ainda consultar informações sobre a operação de um navio-plataforma em um totem interativo.

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O evento, que tem nosso patrocínio, termina neste sábado (02), com palestras de figuras inovadoras como Pablo Villanova, que propõe o uso da tecnologia para combater a corrupção, e Celso Athayde, fundador da Central Única das Favelas (CUFA).

Confira mais registros do evento:

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Crédito fotos:Fabio Cordeiro

Postado em: [Tecnologia e Inovação]

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