Iniciado há mais de dois anos, o projeto de Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga no Rio Grande do Norte apresenta resultados que permitem a elaboração de protocolos de recuperação para algumas dessas áreas. Já é possível constatar mudas com mais de 3 metros de altura e uma taxa de sobrevivência superior a 95%, mesmo em áreas onde houve remoção das camadas mais superficiais do solo.
Em 2007, a Petrobras assinou um termo de cooperação técnica com a Embrapa, Fundação Guimarães Duque (FGD) e Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), para desenvolver tecnologia de recuperação de áreas degradadas no Bioma Caatinga. Foram plantadas 4.200 mudas, a maioria de espécies nativas, algumas com potencial econômico para produção de mel, forragem de gado e geração de energia nos municípios de Areia Branca, Assu, Pendências, Governador Dix-Sept Rosado e Macau.
Todas as mudas foram produzidas com tecnologia da Embrapa no viveiro da Ufersa, em Mossoró. São mais de trinta espécies diferentes, sendo dez da família das leguminosas (base da tecnologia de recuperação) enxertadas com bactérias fixadoras de nitrogênio e determinados fungos, que auxiliam o estabelecimento das mudas.
Os resultados obtidos no Rio Grande do Norte poderão ser replicados em outras áreas degradadas do Nordeste, inclusive em áreas localizadas na bacia do Rio São Francisco, o que abre uma grande perspectiva de uso para a tecnologia ser empregada na recuperação de áreas degradadas no Bioma Caatinga.