Fernando Pellon diz: Você realmente precisa tá emerso na Amazônia para buscar soluções para problemas que existem lá.
Talita Pereira diz: O que que motiva no trabalho? Assim, uma grande paixão por água, uma grande paixão por peixes e uma vontade de entender o funcionamento de uma coisa tão complexa. Esse é o maior desafio.
Viviana Coelho diz: Só aqui na gerência tem uns setenta pesquisadores dedicados exclusivamente, exclusivamente, a desenvolver tecnologias para a área ambiental.
Fernando Pellon diz: A tecnologia de construir sensores para a Amazônia é... tão singular quanto à própria Amazônia. Se você tentar abordar essa questão com soluções de prateleira você vai fracassar. E mesmo o processo de construção de sensores para a Amazônia, um projeto que logo que foi construído um sensor para a erosão e que no primeiro dia foi comido pelas formigas.
Viviana Coelho diz: Primeiro você faz um reconhecimento mais abrangente da área. Você pode fazer por métodos, fotografias aéreas ou por satélite. E depois você planeja as suas campanhas, que são muitas vezes dezenas de pessoas que vão caracterizar diferentes ambientes: a água, o sedimento, cada tipo de vegetação, cada tipo de fauna. E depois você consolida isso tudo num banco de dados que você consegue acessar de diferentes formas. O mais próximo pro público geral seria um Google Earth, assim. E é essa base de dados que depois a gente usa para desenvolver as tecnologias que vão preservar esse eco sistema.
Fernando Pellon diz: Então se você compreender essa, essa... esse fluxo, a informação que está nesse fluxo de dados, você pode, inclusive, compreender as aspirações da natureza e estabelecer um diálogo com ela através de seus empreendimentos. O seu empreendimento, um gasoduto, ele deve dialogar com a natureza, ele deve obter com a natureza soluções que sejam consensuais, tá?! Para que você possa ter uma inserção é...sustentável ali, né?!. E na natureza a gente inclui também as populações ribeirinhas.
Talita Pereira diz: Na verdade a Amazônia sempre foi um sonho, né?! Coisa de criança! E quando eu cheguei é...em Urucu, especificamente, que é uma coisa grandiosa, você fica assustado com tamanho daquilo ali e como você é nada no meio daquilo tudo.
Fernando Pellon diz: Então existem comunidades ao longo da nossa rota de... distribuição fluvial de petróleo, que foram selecionadas como sendo aquelas potencialmente mais impactáveis no caso de um derrame de óleo. Então ali você conhece cada domicilio antes da ocorrência de um possível acidente, para que isso sirva como nosso paradigma nos trabalhos de recuperação de... algum ecossistema impactado, possivelmente impactado.
Talita Pereira diz: Quando você trabalha com a região amazônica, você tem milhares de perguntas que você não sabe as respostas, muitas às vezes você conduz um trabalho durante um longo tempo e continua sem aquelas respostas. E isso é um desafio. A gente continua buscando essas respostas para entender como funciona. É meio que o caso daquela criança que abre o relógio para ver como é que funciona. Então a gente não consegue ficar olhando ali sem entender o funcionamento, para tentar a melhor maneira de... melhorar ou de... aprimorar esse funcionamento, que aí você faz a relação com a aplicação do teu trabalho.
Viviana Coelho diz: Então a gente faz um trabalho de mapear todas as comunidades biológicas que tem na região e selecionar assim ó: “essa daqui é supersensível, a gente vai acompanhar essa daqui porque se ela tiver protegida significa que a gente tá fazendo um bom trabalho”.
Talita Pereira diz: Quando você chega lá e olha aquele tamanho, aquela imensidão, aquela quantidade de água, aquela quantidade de verde, você mergulha naquilo ali e você começa a... achar que você é apenas um pequeno pedaço daquele universo mas que você é capaz de alguma maneira responder algumas das coisas que são uma grande pergunta para humanidade. Acho que isso ajuda. Ajuda e, óbvio, é a grande motivação que a gente tem. Além do que, é muito bonito.
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