Atuação no pré-sal

O pré-sal já é uma realidade.
Diariamente produzimos 300 mil barris de petróleo.
Até 2017, chegaremos a mais de 1 milhão por dia.

Produzir petróleo a 7 mil metros de profundidade é resultado de muita pesquisa e de nossa experiência em águas profundas. Hoje o pré-sal é uma realidade, que nos levou a uma posição estratégica frente à grande demanda de energia mundial das próximas décadas.

No pré-sal, desde que começamos a produzir, em 2008, superamos 100 milhões de barris de petróleo. Diariamente são mais de 300 mil barris, nas bacias de Santos e de Campos. Em 2017, estimamos alcançar 1 milhão de barris por dia.

Para conseguirmos descobrir essas reservas e operar com eficiência em águas ultraprofundas, desenvolvemos tecnologia própria e atuamos em parceria com universidades e centros de pesquisa. Contratamos sondas de perfuração, plataformas de produção, navios, submarinos, em recursos que movimentam toda a cadeia da indústria de energia. Por isso, nossos investimentos na área do pré-sal se ampliam cada vez mais e chegarão a US$ 52,2 bilhões até 2017, de acordo com nosso Plano de Negócios.


Oportunidades de emprego e desenvolvimento da indústria

Como parte desse investimento, criamos uma série de ações estratégicas que garantem o desenvolvimento de toda a cadeia de bens e serviços, trazendo tecnologia, capacitação profissional e grandes oportunidades para a indústria.

Empresas que fazem parte da nossa cadeia de suprimentos, por exemplo, podem se beneficiar com o Programa Progredir, que facilita o acesso ao crédito bancário, e com os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), um financiamento exclusivo. Também participamos de importantes iniciativas para atender à crescente demanda por mão-de-obra, como o Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural), que já qualificou mais de 88 mil profissionais. A expectativa é que mais de 200 mil profissionais sejam capacitados com o programa, em 185 categorias nos níveis médio, técnico e superior.

Conheça melhor os programas:

Cada vez mais fundo

Este é um conteúdo alternativo.

Seu navegador não possui Flash Player e/ou suporte a Javascript.

Instalar o Adobe Flash Player

Imagem ilustrativa das profundidades de extração até o Pré-Sal.
Tabela de profundidades de exploração atingidas nos últimos Anos.
Plataforma Ano Profundidade Observações
Enchova 1977 2.629m Camada Pós-Sal
Abriga a maioria das reservas do Brasil.
Pirauna 1983 2.825m
Marimbá 1988 3.318m
Marlim 1992 2.930m
Marlim Sul 1994 3.230m
Marlim Sul 1997 3.167m
Roncador 1999 3.759m
Roncador 2003 4.343m Camada de Sal
Camada irregular cuja espessura vai de 1.000 a 2.000 metros
Pirauna 2007
Bacia de Santos (Tupi)
7.000m Camada Pré-Sal
Por suas características geológicas, marca o início de um novo modelo regulatório, com tecnologia mais resistente a corrosão, altas temperaturas e pressão.

10 Perguntas para você entender o Pré-Sal

1. O que é o Pré-sal?

O termo pré-sal refere-se a um conjunto de rochas localizadas em águas ultraprofundas de grande parte do litoral brasileiro, com potencial para a geração e acúmulo de petróleo. Convencionou-se chamar de pré-sal porque forma um intervalo de rochas que se estende por baixo de uma extensa camada de sal, que em certas áreas da costa atinge espessuras de até 2.000m. O termo pré é utilizado porque, ao longo do tempo, essas rochas foram sendo depositadas antes da camada de sal. A profundidade total dessas rochas, que é a distância entre a superfície do mar e os reservatórios de petróleo abaixo da camada de sal, pode chegar a mais de 7 mil metros.

As maiores descobertas de petróleo, no Brasil, foram feitas pela Petrobras na camada pré-sal localizada entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, onde se encontram grandes volumes de óleo leve. Na Bacia de Santos, por exemplo, o óleo identificado no pré-sal tem uma densidade de 28,5º API, baixa acidez e baixo teor de enxofre. São características de um petróleo de alta qualidade e maior valor de mercado.

2. Qual o volume recuperável declarado nas acumulações do pré-sal?

Os números são muito expressivos. O volume recuperável apenas com Campos de Lula e Sapinhoa, mais os volumes contratados na Cessão Onerosa, equivale a todo o volume de petróleo e gás já produzido pela Petrobras, desde a sua fundação até 2011.

Volumes declarados até setembro de 2012:
Campo de Lula: 6,5 bilhões de barris.
Campo de Cernambi: 1,8 bilhões de barris
Poço de Sapinhoá: 2,1 bilhões de barris

Além desses campos, os volumes recuperáveis declarados da área da Cessão Onerosa atingem 5 bilhões de boe.

3. O que representa o pré-sal no Plano de Negócios da Petrobras?

O pré-sal exige excelência em todas as frentes, da concepção e gestão de projetos ao fornecimento de bens e serviços, com ênfase especial na capacitação de pessoas. Os investimentos necessários para desenvolver o pré-sal estão totalmente contemplados no Plano de Negócios e Gestão 2012-2016.

Nossas estimativas em relação ao potencial do pré-sal hoje são superiores em relação às avaliações iniciais feitas na época da primeira descoberta. De acordo com o Plano, investiremos US$ 69,6 bilhões no pré-sal, dos quais 85% na Bacia de Santos. O investimento total no pré-sal, incluindo a parcela dos parceiros da Petrobras, é estimada em US$ 93 bilhões.

Saiba mais:

4. Quais as contribuições do pré-sal para o desenvolvimento da indústria brasileira?

Os desafios do pré-sal trazem também uma grande oportunidade de mercado para o desenvolvimento de uma nova geração de tecnologias de produção de óleo e gás em alto-mar, com escala de aplicação significativa.

O volume de negócios gerado pelo pré-sal para fornecedores de bens e serviços e para operadores da indústria de óleo e gás é o fator impulsionador para a consolidação, no Brasil, de um dos principais polos tecnológicos dessa indústria no século XXI.

Grandes fornecedores de bens e serviços instalam no país suas unidades de produção e também encontram espaço para gerar tecnologia localmente junto com os centros de pesquisa.

A inovação direciona nossos esforços para a gestão de uma grande rede de desenvolvimento de tecnologias, baseada em território nacional e, ao mesmo tempo, articulada com os principais polos de excelência tecnológica da indústria de energia no mundo.

Conteúdo local

Desde 2003, o Governo Federal vem implementando uma política de conteúdo local no setor de petróleo e gás natural com o objetivo de ampliar a participação da indústria nacional no fornecimento de bens e serviços.

Para atender a esta política, nossa demanda de navios, plataformas, sondas e tudo que envolve a exploração e produção na área do pré-sal conta com nosso compromisso de aproveitarmos ao máximo a capacidade competitiva da indústria nacional de bens e serviços.

O investimento com a indústria nacional também é feito através de ações como o Prominp. A mão de obra qualificada é um desafio, mas também uma oportunidade. O Programa Nacional de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo (Prominp) já qualificou mais de 88 mil profissionais. A previsão é de que este número ultrapasse os 200 mil.

Crédito para fornecedores

Nossos fornecedores contam com programas de incentivo e acesso ao crédito, como o Progredir e os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). Até hoje, já viabilizamos o financiamento de R$ 6,9 bilhões.

Esse movimento, que consolida uma grande rede de cooperação, voltada para a capacidade local de inovação, está relacionado ao Plano de Negócios da Petrobras.

Saiba mais:

5. O que faz a Petrobras apta a atuar na área do pré-sal?

Somos pioneiros na exploração em águas profundas e ultraprofundas e nos tornamos líderes neste segmento.

Para operar com eficiência em águas ultraprofundas, desenvolvemos tecnologia própria e atuamos em parceria com universidades e centros de pesquisa.

Contratamos sondas de perfuração, plataformas de produção, navios, submarinos, em recursos que movimentam toda a cadeia da indústria de energia. Por isso, nossos investimentos na área do pré-sal se ampliam cada vez mais e chegarão a US$ 69,6 bilhões até 2016, de acordo com nosso Plano de Negócios.

O cenário que se apresenta com o crescimento da produção do pré-sal nos leva a busca por novas soluções. Trabalhamos em projetos que garantem a expansão dos nossos limites exploratórios.

Como exemplo, nossos pesquisadores identificaram produtos que aumentam a resistência à corrosão dos equipamentos usados no pré-sal.

A otimização de resultados também vem com muita pesquisa. Testamos produto que associado à água injetada no poço faz com que a rocha do pré-sal libere óleo com maior facilidade.

Saiba mais: