Guti Fraga diz: Difícil hoje em dia ter um filme do cinema brasileiro que não tenha atores do Nós do Morro. Difícil ter uma novela que não tenha uma participação do Nós do Morro. Mais nós não vivemos dessa visibilidade o nos do morro na verdade vive com a realidade diária.
Jennifer Pompílo diz: No teatro aprendi muito a ler também... tipo a focar mais em leitura interpretação, em projeção de voz, jeito de me expressar porque, pode não parecer mas eu era muito tímida. E daí quando eu entrei no Nós do Morro... aí era todo mundo falando com todo mundo. Aí eu: a não eu tenho que ser assim também, tenho que mostrar meu lado... ãrr.
Luciano Vidigal diz: Eu decidi procurar o teatro, sozinho, falei com a minha mãe que queria fazer teatro. Desde criança eu sempre trabalhei, sempre estudava e trabalhava. Porque chegou determinado momento da vida que meu pai deixou minha mãe. Isso é meio comum entre a gente.
Guti Fraga diz: Porque esta realidade diária ela não é fácil. Hoje nos abrimos dentro do Vidigal dentro do nos do morro uma fusão sócio cultural porque é importante também você ter jovens de outras comunidades, que não tem oportunidades, e que tem aqui dentro do Vidigal e dentro do Nós do Morro uma oportunidade digna.
Jennifer Pompílo diz: Eu moro na Rocinha. Sempre morei lá. Eu acordo às seis e meia... aí chego no teatro... aí eu chego: oi bom dia! Se papa passe pão.
Guti Fraga diz: Montar um grupo de teatro onde a base seja o coletivo, a idéia multiplicadora. Deu olhar pra você, assim, eu olhar dentro dos seus olhos, ver sua alma, eperceber nesse momento um vazio que tem em você e que de repente, talvez, eu tá do seu lado eu possa te fortalecer.
Luciano Vidigal diz: Eu era muito criança na época. Eu trabalhava na fila de carregar bolsa o Guti olhou para mim e acreditou em mim. Então o parabéns dele pra mim eu acho que foi muito forte sabe.
Jennifer Pompílo diz: O Nós do Morro é uma família porque se tem alguém precisando ali sempre tem gente para ajudar.
Luciano Vidigal diz: E fui cada vez mais me apaixonando, me apaixonando, me apaixonando. Comecei a dar aula e a seis anos eu dou aula. Tô no Nós do Morro a vinte anos. E hoje em dia é a minha vida... assim. E aí começou meu primeiro filme como diretor. Graças a esse filme agora eu fui convidado pelo Cacá Dieguez para dirigir um dos episódios “Cinco de vezes favela”.
Guti Fraga diz: E o teatro ele te libera, ele te dá oportunidades e viagens inimagináveis. E às vezes essas viagens não condiz com a linguagem que tá na sua família, no dia-a-dia. Então quando você consegue ser você na escola, na casa, na família... eu acho que conquista.
Jennifer Pompílo diz: Primeiro passo eu acho que já comecei: teatro. Depois, eu quero fazer várias peças. Já fiz várias peças assim. Eu quero fazer mais pelo Brasil, espalhando conhecimento teatral depois fazer filmes, novelas, mini-series, seriados, tudo ligado a interpretação.
Guti Fraga diz: Sonho de atingir essas pessoas que também sonham .Eu tinha vontade de voltar atrás, de voltar e fazer tudo de novo de uma forma mais ampla.
Jennifer Pompílo diz: Do jeito que eu vejo os professores passando, a forma que eles passam, parece que contagia. Parece que você ... não sei. Em mim faz isso, faz com que eu queria passar sempre para alguém.
Guti Fraga diz: O que me fortalece é a paixão, é quando eu percebo essas crianças acreditando que a vida levada através da arte é mais bonita de ser vivida, é mais firme. E o meu delírio acaba aqui.
Luciano Vidigal diz: Só há duas maneiras de viver a vida. A primeira:
Jennifer Pompílo diz: É vive-la como se os milagres não existissem. A segunda:
Guti Fraga diz: É vive-la como se tudo fosse milagre.
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