A Petrobras participa, de 3 a 6 de maio, em Houston, Texas, da Offshore Technology Conference (OTC), principal evento da indústria de petróleo offshore no mundo. Na edição 2010 da OTC, a Petrobras destaca sua experiência no desenvolvimento e aplicação de tecnologias em águas profundas e ultraprofundas. Em 2009, a OTC reuniu mais de 67 mil pessoas e cerca de 2.500 empresas de 38 países.
Operações no Golfo do México
Um dos destaques da Petrobras nos Estados Unidos é o desenvolvimento dos campos de Cascade e Chinook, no Golfo do México. A companhia será a primeira a operar um navio-plataforma do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, estocagem e escoamento) na região.
Construído a partir do casco de outro navio, o FPSO tem capacidade de processar cerca de 80 mil barris de petróleo e 500 mil metros cúbicos de gás por dia e pode estocar aproximadamente 500 mil barris de petróleo. Entre as principais vantagens do navio-plataforma está a possibilidade de ser rapidamente desconectado dos poços quando houver ameaça de furacões. Esta característica garante a segurança das pessoas a bordo, a preservação do equipamento e uma redução do tempo de inatividade operacional.
A Petrobras detém 100% do campo de Cascade e 66,7% de participação no campo de Chinook, em parceria com a Total (33,33%). De acordo com o Plano de Negócios 2009-2013, a companhia estima investir US$ 4,45 bilhões nos Estados Unidos no período.
A Petrobras na OTC
A participação da Petrobras na OTC repete-se este ano com uma delegação formada por mais de 70 pessoas, voltadas para o desenvolvimento tecnológico da indústria de petróleo offshore.
A companhia já recebeu três premiações na OTC. Em 2007, o engenheiro Marcos Assayag, do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), recebeu o Distinguished Achievement Award for Individuals (Prêmio de Distinção ao Indivíduo) por sua contribuição ao desenvolvimento de tecnologias para produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas. Em 2001, as tecnologias utilizadas no Campo de Roncador deram à Petrobras o Distinguished Achievement Award for Organizations (Prêmio de Distinção a Empresas). Em 1992, a Companhia já havia recebido a mesma premiação pelas tecnologias aplicadas no Campo de Marlim, na Bacia de Campos.
As grandes descobertas no pré-sal
Nos últimos anos a Petrobras e seus parceiros têm realizado descobertas ao longo da costa do Brasil na camada do pré-sal. O petróleo fica em reservatórios entre 5 e 7 mil metros de profundidade a partir da superfície marinha. A Companhia prevê investir US$ 111,4 bilhões no desenvolvimento da produção no pré-sal até 2020.
A semana em que se realiza a OTC 2010 marca um ano do Teste de Longa Duração (TLD) de Tupi, que tem fornecido informações sobre o comportamento dos reservatórios, a movimentação dos fluídos durante a produção, além do escoamento submarino e a melhor geometria dos poços. O TLD de Tupi é o primeiro passo para desenvolver as reservas de petróleo e gás descobertas abaixo da camada de sal.
No fim de 2010, o Projeto Piloto terá início em Tupi e a capacidade de produção passará a ser de 100 mil barris de petróleo diários e 5 milhões de metros cúbicos de gás. A nova unidade poderá separar e reinjetar o CO2 produzido junto com o gás.
Em 2010, também terá início o TLD de Guará, com produção de 15 mil barris de petróleo por dia. Em 2017, a produção no pré-sal deve superar a barreira de 1 milhão de barris diários de petróleo, chegando a 1,8 milhão em 2020.




