Eduardo Falabella diz: Quais os desafios de um profissional da química? De um engenheiro químico nessa nova área que se chama biocombustível? Na verdade um engenheiro químico precisa de muito conhecimento. O engenheiro químico precisa conhecer bem matemática, precisa conhecer bem, obviamente, química, precisa conhecer processos, precisa conhecer operações unitárias, termodinâmica, cinética, muitas disciplinas. E mais do que isso, o engenheiro químico, principalmente o pesquisador, ele tem que estudar todo tempo, ele não pode parar. O engenheiro químico pode, finalmente, trabalhar como eu faço, em pesquisa desenvolvendo esses processos. Estou envolvido no desenvolvimento de biocombustíveis. Biocombustíveis de segunda geração. São aqueles combustíveis que são formados a partir de rejeitos de biomassa, ou seja, tudo aquilo que eu não quero da biomass. Por exemplo, o bagaço da cana, a palha da cana, a casca de arroz, tudo isso vai ser gaseificado e usado para fazer um novo combustível, que é um novo biodiesel. E porque eu estou na Petrobras? E porque eu permaneço na Petrobras a vinte e cinco anos? Porque esta companhia me gratifica, e como ela me gratifica! Ela me dá todas as oportunidades de fazer aquilo que eu sempre quis fazer: criar, desenvolver, realizar. Minha missão é tentar ajudar a Petrobras a cumprir aquilo que eu considero sublime: desenvolver-se sustentavelmente. Não entre nessa companhia buscando o sucesso, entre nessa companhia buscando realizar, o sucesso vai ser uma conseqüência.
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