Resultados Consolidados
A Petrobras, suas Subsidiárias e Controladas
apresentaram um lucro líquido consolidado de
R$ 28.982 milhões no exercício social findo em
31.12.2009, após a eliminação das operações
intercompanhias e a dedução da participação dos
acionistas não controladores, apresentando uma
redução 12% em relação ao exercício anterior
(R$ 32.988 milhões).
-
Contribuíram para esse desempenho:
• Manutenção do lucro bruto em relação ao exercício anterior, devido:
- Redução dos preços médios de realização de derivados e petróleo no mercado interno e exportações (R$ 27.423 milhões), com destaque para Nafta, QAV e Óleo Combustível, influenciados pelas cotações internacionais. Esses efeitos foram atenuados pelos reajustes do Diesel e da Gasolina de maio/08 a junho/09, permitindo que o preço médio de venda no país reduzisse em menor escala (11%), em relação aos custos unitários, e substituição do Diesel importado para revenda pela produção nacional, além da valorização da taxa média do Dólar no período (8,8%).
-
Possibilitando a absorção de:
- Redução dos custos médios unitários (R$ 21.107 milhões), consequentes do menor gasto com importação de petróleo, derivados e gás e com participação governamental no país, compensada pelo maior custo com depleção e depreciação em função da revisão das reservas.
• As despesas operacionais mantiveram-se estáveis, destacando as principais variações:
- Provisão para Perda no Valor Recuperável dos Ativos (R$ 389 milhões), redução devido à maior provisão sobre os ativos de exploração e produção reconhecida em 2008, em função da baixa nas cotações do petróleo naquele período;
- Pesquisa e Desenvolvimento (R$ 342 milhões),
em consequência da redução na provisão
destinada a contratação de projetos de
instituições credenciadas pela ANP (R$ 533
milhões), devido à menor cotação do petróleo
que afeta a base de cálculo para fixação do
investimento mínimo em pesquisa. Este efeito
foi parcialmente compensado pelo aumento
com serviços de terceiros;
- Tributárias (R$ 205 milhões), redução em
razão do menor imposto retido, neste ano, na
distribuição de dividendos entre as subsidiárias
no exterior (R$ 80 milhões), redução do PIS e
COFINS sobre atividade não fim e IOF sobre
operações financeiras (R$ 52 milhões); e
- Outras Despesas Operacionais (R$ 876 milhões),
aumento em virtude da despesa extraordinária
com participação especial do campo de
Marlim, em set/2009, conforme acordo entre
a Petrobras e a ANP (R$ 2.065 milhões). Este
efeito foi compensado pela redução da perda com a desvalorização das commodities (R$
731 milhões), despesas não recorrentes como
a provisão, em 2008, para contingências
relacionadas com royalties adicionais do
campo Guando, na Colômbia (R$ 227 milhões),
menores despesas de Relações Institucionais
e Projetos Culturais (R$ 158 milhões) e efeito
cambial na conversão dessas despesas (R$ 159 milhões), além da inclusão das novas operações
do Chile e Japão.
• Resultado financeiro negativo (R$ 5.967
milhões), em razão de perdas cambiais sobre
ativos no exterior, combinadas com as perdas
nas operações de hedge que superaram
os ganhos sobre o endividamento líquido,
conforme discriminado a seguir:
| |
r$ milhões |
| RESULTADO FINANCEIRO LÍQUIDO | (2.838) | 3.129 | (5.967) |
| Efeito Cambial sobre Endividamento Líquido
| 1.429 | (1.342) | 2.771 |
| Variação Monetária sobre Financiamentos
| 2.406 | (322) | 2.728 |
| Despesas Financeiras Líquidas
| (2.854) | (2.570) | (284) |
| RESULTADO FINANCEIRO SOBRE ENDIVIDAMENTO LÍQUIDO
| 981 | (4.234) | 5.215 |
| Variação Cambial sobre Recursos Aplicados no Exterior via Controladas e SPE
| (4.205) | 5.019 | (9.224) |
| Hedge sobre operações comerciais e financeiras
| (373) | 702 | (1.075) |
| Títulos e Valores Mobiliários
| 764 | 585 | 179 |
| Outras despesas e receitas financeiras líquidas
| 8 | 585 | (577) |
| Outras variações cambiais e monetárias líquidas
| (13) | 472 | (485) |
-
• Aumento no resultado com participação em
investimentos (R$ 790 milhões), destacando o
maior resultado do setor petroquímico (R$ 682
milhões), que em 2008 tinha sido impactado
pelas perdas cambiais sobre endividamento, e
do segmento internacional (R$ 127 milhões),
refletindo maiores perdas com a refinaria de
Pasadena em 2008, devido à amortização e ao
impairment de ágio, em comparação com as perdas em 2009, decorrentes da diferença entre
o valor justo estimado dos ativos líquidos e o
definido pelo painel arbitral, relativa à aquisição
dos 50% remanescentes das ações da refinaria
de Pasadena.
• Participação dos acionistas não controladores
(R$ 4.842 milhões) nos ganhos cambiais sobre
dívida de projetos estruturados e outros.