Os dez princípios do pacto global
Balanço de nossas atividades

Transporte

Subsidiária da Petrobras para o segmento de transporte e armazenamento de petróleo, derivados, etanol e gás natural, a Petrobras Transporte S.A. (Transpetro) transportou, por meio de 52 navios, 48,9 milhões de toneladas de petróleo e derivados em 2010, volume cerca de 15% inferior ao registrado um ano antes.

Nos seus 48 terminais (20 terrestres e 28 aquaviários), movimentaram-se 704 milhões de m³ de líquidos − volume 4% superior ao de 2009 −, além de uma média de 51,4 milhões de m³/dia de gás natural − 45% maior que a registrada no ano anterior, por conta da maior demanda de geração termelétrica e da retomada industrial. O recorde de movimentação de gás natural no ano foi de 69 milhões de m³/dia.

Promef

Criado pela Transpetro para revitalizar a indústria naval nacional em bases globalmente competitivas, o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) avançou em 2010. A iniciativa − que compreende a construção de 49 navios, em duas fases, que acrescentarão 4 milhões de toneladas de porte bruto (tpb) à capacidade da frota atual − registrou, em maio, o lançamento ao mar do primeiro navio-tanque do programa, o NT João Candido. A segunda e a terceira embarcação − NT Celso Furtado e NT Sergio Buarque de Holanda, respectivamente − foram ao mar em junho e em novembro, ambas no Rio de Janeiro. Em 2011, está prevista a entrega de quatro navios do Promef.

Na segunda fase do programa, prevê-se a construção de 26 embarcações, das quais 18 já contratadas. Sete delas são aliviadores de última geração, que serão construídos pela primeira vez no Brasil; três destinam-se ao transporte de bunker (óleo combustível de navio); e oito são gaseiros, para transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP). Os oito navios restantes estão em processo de licitação.

Em Pernambuco, encontram-se em construção navios do tipo Suezmax (para transporte de óleo). No Rio de Janeiro, estão sendo fabricados navios dos tipos: Produtos (para transporte de derivados de petróleo e etanol, com capacidade de 48 mil tpb), Panamax (para transporte de derivados de petróleo) e Bunker (para transporte de combustível para abastecimento de outras embarcações).

Terminais

A Transpetro também investiu para ampliar seus terminais. No Terminal de Guamaré (RN), aumentou-se a infraestrutura terrestre para permitir a movimentação de derivados da Refinaria Potiguar. A infraestrutura marítima também será acrescida, com investimentos de R$ 419 milhões.

Para atender à expansão do setor de gás natural e garantir o escoamento do aumento da produção de GLP, a Petrobras está ampliando, na Baía de Guanabara, o Terminal da Ilha Redonda e construindo novas instalações na Ilha Comprida. Em Barra do Riacho (ES), também está sendo construído um novo terminal.

Os terminais terrestres de Jequié (BA), Itabuna (BA), Itajaí (SC), Biguaçu (SC), Guaramirim (SC), Uberaba (MG), Uberlândia (MG) e Guarulhos (SP) foram capacitados para operar com biodiesel, de forma a atender aos percentuais de mistura ao diesel exigidos pela legislação.

Hidrovia

Para atender à demanda de transporte de biocombustíveis, principalmente etanol, pela bacia hidrográfica do Tietê-Paraná, a Transpetro contratou a construção de 20 comboios fluviais, cada um composto de um empurrador e quatro barcaças. A capacidade de cada comboio é de aproximadamente 7.600 m³. A construção da nova frota hidroviária seguirá as premissas fundamentais do Promef: fabricação no Brasil, 70% de conteúdo nacional e competitividade internacional dos estaleiros após a curva de aprendizado.

A intenção da Transpetro é de que o etanol produzido nas regiões Centro-Oeste e Sudeste seja transportado pela hidrovia para a refinaria de Paulínia (Replan), no interior paulista. De lá, por dutos, o combustível atingirá diversos terminais, incluindo os de São Sebastião (SP) e Ilha D'Água (RJ), de onde será possível exportar etanol. O uso do modal hidroviário representará para a empresa não apenas custos econômicos mais eficientes, mas também ganhos ambientais. O transporte do etanol por vias fluviais substituirá o equivalente a 40 mil viagens de caminhão por ano. O transporte hidroviário emite quatro vezes menos gás carbônico e consome 20 vezes menos combustível do que o rodoviário.

Em outubro, inaugurou-se o Polo Naval do Rio Grande, em Rio Grande (RS), que consiste em uma infraestrutura de 430 mil metros quadrados (m²) para construção e reparos de unidades marítimas para a indústria do petróleo, como plataformas flutuantes de perfuração, produção e apoio. A principal instalação do empreendimento é o dique seco, com 350 metros de comprimento, 130 metros de largura, 17,1 metros de altura e equipado com um pórtico capaz de erguer até 600 toneladas. Esse dique permite a construção simultânea de dois navios petroleiros ou duas plataformas.

Malha de gasodutos

A malha de gasodutos operada pela Transpetro continuou sendo ampliada. Em 2010, chegou a 7.193 km, um aumento de 1.771 km em relação a 2009. Entraram em operação os seguintes gasodutos: Ramal-UTG-Sul (9,3 km), Gasduc III/Trecho 2 (165 km), Gascac (946 km), Revap-PQU (97 km), Gasbel II (266 km), Pilar-Ipojuca (189 km), Variante do Nordestão (32 km) e Gastau (67 km).

A Transpetro opera sete plantas no Terminal de Cabiúnas (Tecab), com capacidade de processamento de 19,7 milhões de m³/dia de gás natural da Bacia de Campos. Em 2010, o volume processado alcançou aproximadamente 14,8 milhões de m³/dia, e a produção de GLP, 479 t/dia.

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