A retomada econômica mundial em 2010, após os efeitos da crise iniciada no final de 2008, proporcionou mais um ano de recuperação ao mercado de petróleo, com o consumo retornando a níveis pré-crise. A alta na demanda foi liderada em termos absolutos pelos países emergentes, como China e Índia, que, mais uma vez, destacaram-se com crescimento da demanda superior à média dos últimos cinco anos.
Em relação à oferta, não se confirmou o receio de que o crescimento da produção de petróleo em países que não são membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) pudesse ser significativamente afetado pela crise econômica de 2008. A Rússia manteve o patamar de produção de cerca de 10 milhões de bpd, enquanto Brasil, Canadá e China registraram aumento em 2010. Como em 2009, a Opep produziu acima da meta de 24,8 milhões de bpd, estabelecida em dezembro de 2008.
No cenário internacional, não houve eventos de significativo impacto sobre o mercado. O acidente no Golfo do México, na plataforma Deepwater Horizon, acarretou a moratória da exploração de petróleo nos Estados Unidos por alguns meses, mas não ocasionou impacto expressivo no volume produzido naquele país em 2010. No ambiente geopolítico, as sanções contra o Irã, aliadas aos movimentos de guerrilha na Nigéria, não afetaram de forma acentuada os preços do petróleo.
Nesse contexto, o preço do barril do Brent oscilou menos do que em 2009, com mínimo de US$ 69,55 e máximo de US$ 94,75. Já o valor médio anual ficou em US$ 79,47, uma alta de 29% em relação à cotação média do ano anterior.
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